domingo, 16 de abril de 2017

QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?


Vivemos em um tempo, em que muitos se esqueceram do verdadeiro sentido do Páscoa, contudo, deveriam rever os seus valores, visto que, muito mais do que apelo comercial, a Páscoa é alegria e libertação, sendo que neste momento, relembramos que entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, já que, após séculos de opressão no Egito, esta data marca o êxodo deste povo e por conseguinte a sua libertação do julgo do Egito. Portanto como cristãos devemos lembrar da ultima semana de Cristo, Jamais houve ou haverá semana como aquela em que sobre Jesus Cristo recaíram a maior e absoluta injustiça, dado que, por meio de seu sacrifício fomos livres de toda a condenação e pecado: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.(Rm 8:1)” “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (I Jo 1:7)” A Páscoa é a festa espiritual onde o cristão reconhece a sua eterna e incondicional dependência e gratidão a Cristo, pelo livramento da cruz devidamente merecida. Portanto, a Páscoa é a festa da salvação, pois comemoramos a nossa libertação em Cristo, aquele que veio trazer paz, esperança e alegria para a humanidade. Contudo, muitos, nem por um minuto do dia se lembram de sua mensagem e paradoxalmente lembram mais da Páscoa comercial do que da Páscoa espiritual. 

Na verdade, a nossa Páscoa é comemorada de forma diferente, pois apesar de estarmos no mundo, não somos deste mundo e mesmo que saibamos que Páscoa é época de chocolates e presentes, festa e comemoração, para nós a Páscoa é muito mais do que isso, é quando comemoramos a nossa libertação em Cristo. Entre os judeus na celebração da Páscoa, a família reúne-se e come o cordeiro pascal (cf. Ex 12,1-28), recordando o dia da libertação do povo, escravo no Egito. Na cruz se revela o grande AMOR de Deus que entregou o seu filho para que possamos ser salvos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.( Jo 3:16-17)". Mais do que iguarias, festas em família, chocolates e comemorações, este dia só tem sentido quando o celebramos tendo JESUS CRISTO como o nosso Senhor e Salvador. Conquanto que a mensagem de fé e esperança continua muito atual, pois JESUS CRISTO é o verdadeiro sentido de nossa PASCOA: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
Orlando Martins

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A PROSPERIDADE BÍBLICA versus a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE.

Orlando Martins
 
 
Nos últimos anos temos observado um certo desequilíbrio na intenção do coração de muitos quando o assunto é prosperidade, até porque, este é um assunto altamente bíblico, no entanto muito difícil, e que na maioria das vezes, é interpretado de modo radical, causando assim prejuízos ao corpo de Cristo. Dentro da perspectiva da sociedade atual, o “ter” tem sido mais valorizado do que o “ser”, e assim a sociedade vai perdendo sua essência num mundo cada vez mais globalizado e dominado pelo sentimento capitalista, que galopantemente permeia a vida das pessoas. Prosperar é uma benção e é bíblico, porém, o erro se encontra quando alguns colocam o seu coração no materialismo (ter) e se esquecem do caráter (ser), e é exatamente a isso denominado a crise do ser e do ter.
Prosperidade é um assunto bíblico, e Deus realmente prospera, basta analisarmos o Salmo 104, onde compreendemos o cuidado do SENHOR, em cada detalhe de nossas vidas, pois ele nos prospera, pois tem cuidado de nós com muito carinho, como bem relatou o salmista: “Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras. Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem. ” - Salmos 104:13-15
Entretanto, muitos por não compreenderem o cuidado do Senhor, pensam em prosperidade como algo apenas material o que gera inversão de valores e prioridades equivocadas, gerando crentes consumistas, que se esquecem que o evangelho nos ensina a compartilhar e não apenas a conquistar. Infelizmente, o movimento que ficou conhecido no Brasil como Teologia da Prosperidade e que tem causado inversão de valores no coração de muitos cristãos, como bem define o teólogo Natanael Rinaldi: “Teologia da Prosperidade é o título pelo qual se identifica o ensino segundo o qual o cristão autêntico é conhecido por possuir ótima saúde física e boa situação financeira. Cristão que vive choramingando com doenças e problemas financeiro é porque não está bem espiritualmente: ou está em pecado ou não tem fé. Crente não deve ser pobre e nem doente. Pobreza e doença são as marcadas de pessoas dominadas pelo diabo”. Certo pastor, proponente da Teologia da prosperidade afirmou certa feita que “Pobreza é uma maldição e não uma bênção”.
 
 
 
Este tipo de pensamento nos revela que, o problema não é a prosperidade bíblica, tampouco o ensino sério sobre este tema, mas, os ensinos exagerados da Teologia da Prosperidade, que leva aos extremos da fé, pois ensina muitos cristãos a barganhar com Deus. Entretanto, devemos buscar compreender este tema, pois de fato é bíblico e atual, no entanto, não devemos buscar a Teologia da prosperidade, mas, a prosperidade ensinada pela palavra, pois creio que devemos evitar os extremos da fé e buscar uma fé equilibrada e madura, e que gera espiritualidade, pois é fruto de um princípio bíblico e centrado na busca de Deus: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas" - Mt 6:33. Devemos buscar o Reino de Deus de forma plena e total, sem reservas, adorando-o de todo o coração. Você tem agido assim? Tem buscado o SENHOR, ou apenas os seus benefícios, qual a sua motivação? Na passagem do jovem rico, o problema deste não era a sua riqueza, mas a intensão do seu coração! Este jovem não possuía o dinheiro, mas o dinheiro o possuía e é neste ponto que mora o perigo, pois onde está o nosso tesouro, aí está o nosso coração.
Infelizmente muitos veem para a Igreja, interessados em receber apenas benefícios financeiros, já outros criticam quem busca prosperar, pois acreditam que o cristão deve ser o mais simples possível. Diferentemente do que os pregadores da Teologia da Prosperidade ou os da Teologia da miséria afirmam, DEUS nos chamou para uma vida de dignidade, pois prosperidade é ter o SENHOR na vida, pois ele sim é o nosso tesouro, o nosso socorro bem presente, o nosso SENHOR, o nosso redentor, a nossa PROSPERIDADE! Quando buscamos o SENHOR de todo o coração, ele derrama as bênçãos dele sobre as nossas vidas! O Senhor deseja nos prosperar, e isso também engloba a área financeira, mas antes disso, Ele deseja a nossa adoração, pois ao adorá-Lo, vivemos para a sua glória, e confiamos não no evangelho da autoajuda, mas na autoajuda do evangelho.
 

domingo, 2 de abril de 2017

COMPREENDENDO O DOM DA FÉ A LUZ DA BÍBLIA

DOM DA FÉ

A palavra fé, etimologicamente falando, significa confiança. Já no original hebraico é “pistis”, que significa persuasão firme, convicção fundamentada no ouvir (Rm 10.17). O vocábulo é encontrado 244 vezes nas páginas do Novo Testamento. Basicamente, existem cinco tipos de fé, a saber:

Fé Natural: acredita no que vê e no que foi programado para ser realizado, ou seja, é a fé comum a todos os seres humanos. É fruto de uma programação ou crença humana.

Fé Salvadora: é a fé plantada em nós pelo Espírito Santo e leva o ser humano a não resistir à graça salvadora (Ef 2.8,9). Assim, o salvador chama e o pecador não resiste a sua graça por intermédio da fé (Jo 14.16), comprovando que a fé vem pelo ouvir e pelo ouvir a pregação da palavra de Deus (Rm 10.17).

Fé como fruto do Espírito Santo: tipo de fé que faz a representação da fidelidade no crente. 

Fé como Fundamento: tipo de fé encarado como algo que dá substância aos cristãos, levando ao reconhecimento das coisas espirituais, servindo de base para um fundamento mais sólido.



Fé Extraordinária: é a fé como dom e é dada a alguns membros do corpo de Cristo, podendo ser a capacidade de acreditar em Deus de modo sobrenatural ou vivendo pela fé (Hb 11.1), dependendo de Deus nas situações mais difíceis, aprendendo a obedecer-lhe em todas as situações de nossas vidas, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). No original grego, significa literalmente “Tendo fé estando em Deus”, sendo um recurso especial para o poder de Deus. É de suma importância que os obreiros, em especial os presbíteros, possuam esse recurso, pois podem colocar em prática a oração da fé (Tg 5.14-15), porque é uma capacidade especial concedida por Deus a alguns membros do corpo de Cristo, visando à execução de obras extraordinárias em tempo de desafios, capacitando-os a trabalhar para o reino confiando sempre na vontade de Deus. Enquanto alguns membros do reino contam apenas com a fé salvadora, além da fé natural, já o dom da fé habilita o cristão a aceitar como realidade as promessas feitas por Deus e assim agir com plena certeza de que Deus vai cumprir a sua palavra. Mesmo diante das adversidades o portador deste dom, não obstante, busca sempre vislumbrar o possível, mesmo diante de situações humanamente impossíveis, pois conta com uma convicção plena de que o poder de Deus irá se manifestar quando for invocado o nome do Senhor através de sinais e maravilhas que alteram as leis naturais, gerando assim uma confiança inabalável em Deus.
Na Bíblia, podemos encontrar vários personagens que viveram expressivamente este dom, como Josué, que orou a Deus e em seguida ordenou que o sol e a lua fossem detidos (Js 10.2); Elias, que orou e o fogo e a chuva caíram do céu (I Rs 18.33-35); e a galeria dos heróis da fé alistados no capítulo onze da epístola aos hebreus, homens que diante de Deus viveram uma vida de renúncia, porque sua confiança estava nas promessas contidas na palavra: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb 11.39-40). Diante desse cenário, passamos a compreender como alguns membros do corpo vivem pela fé e Deus os honra. O grande segredo, acima de tudo, é uma confiança inabalável nas promessas de Deus. Isso só é possível diante de um sólido fundamento na palavra, pois a verdadeira fé nos leva ao fundamento correto: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. (Hb 11.1).
O dom da fé pode ser exercido em nosso meio, mas, segundo a doutrina, como nos ensina o profeta Isaías: “A lei e o testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.20). Como função universal, todos os cristãos têm que ter uma fé abalizada, mas, como dom espiritual, alguns e nem todos possuem tal dom, que é dado do alto e capacita o cristão a passar por situações difíceis, e ver Deus em todas as situações, sempre tendo uma fé inabalável diante das situações adversas, possibilitando também a crença da operação de milagres, sinais, maravilhas e curas. “E a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15). O dom da fé é uma plataforma para a operação dos dons de poder. Para ser usado nessa determinada área, deve-se cultivar uma fé extraordinária, crendo que Deus pode realizar milagres, sinais e maravilhas. Independentemente de nossa fé, o querer e o efetuar pertencem ao Senhor. Nós, na verdade, somos apenas meros instrumentos.

Áreas de atuação

Evangelismo e visita a presídios
Trabalho com enfermos e visita a hospitais
Liderança e Departamento de Planejamento
Círculo de oração
Missão transcultural

Perigos deste dom

Nos últimos anos, com o advento da teologia da prosperidade, algumas Igrejas foram invadidas pela confissão positiva, a teologia da fé, aquela em que as palavras têm poder. Assim, os proponentes deste arremedo doutrinário declaram que a miséria e a doença não provêm de Deus e que o crente que fiar doente ou tomar remédios está sem fé ou com pecado não confessado. Diante desses argumentos, citamos os casos de Jó, que passou por grande provação para que pudesse crescer (Jo 42.5), os casos de enfermidades de Timóteo (I Tm 5.23), do rei Zedequias, como também as depressões passadas por Elias, Moisés e Jonas, observando que esses personagens passaram por uma crise psicossomática, um estresse seguido de depressão, isso sem falar no Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que passou por uma angústia ou uma tristeza profunda de sua alma (Mc 14.34), transmitindo-nos a ideia de que até mesmo o Senhor Jesus estava sujeito aos problemas do dia-a-dia, como ele mesmo afirmou: “No mundo, tereis aflições, mas tendes bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33), e quando se refere a nossa cruz: “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Ensinar que o crente não deve tomar a sua cruz é gerar no povo uma fé ilusória, é viver um cristianismo sem cruz e uma cruz sem Cristo, ou seja, o evangelho que não salva, pois não trata. Esse modismo de que crente não pode enfrentar problemas e quando enfrenta lutas é porque precisa de cura interior, é negar completamente o sacrifício de Jesus, que levou sobre si as nossas imperfeições e nos tornou livres (Rm 8.1). Os defensores desses modismos deveriam refletir sobre o seguir a Cristo, pois a teologia da provação também faz parte da espiritualidade cristã, pois somos provados, para sermos aprovados.


sexta-feira, 31 de março de 2017

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS PROFETAS MAIORES E OS MENORES NO ANTIGO TESTAMENTO?

Orlando Martins 


             Esta divisão entre maiores e menores foi estabelecida por Santo Agostinho em virtude do volume do material escrito, pois os livros dos profetas maiores são assim chamados por serem volumosos. Este conjunto é composto de cinco livros, já os profetas menores são doze e são assim chamados por serem livros pequenos. 





Cada um destes profetas apresenta mensagens que trouxeram a revelação do conhecimento e da vontade de Deus. Ao contrário de que muitos julgam a profecia não é necessariamente uma previsão de assuntos futuros, mas de acordo com o original hebraico a missão de um profeta é dizer e falar, pois no contexto de vida da velha aliança a responsabilidade dos profetas não era principalmente prever o futuro no sentido moderno da palavra profetizar, mais anunciar a vontade de Deus que ele transmitia através da inspiração divina. O  ermo profeta vem do hebraico nabi que origina-se do verbo dabar que, por conseguinte significa dizer e falar. Ou seja, um profeta não necessariamente era um  visionário, mas um baluarte contra o erro, ou seja, um profeta da justiça àquele que denunciava o erro levando o povo ao arrependimento por meio da verdade. Um nome hebraico que frequentemente se aplicava aos profetas era “homem de Deus”. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

O QUE É A TRINDADE?

Orlando Martins

Este é um tema que tem suscitado muitas dúvidas em muitos irmãos fiéis, pois não conseguem compreender a ação trinitariana ao longo da narrativa bíblica, sendo este um ensino claro das Escrituras.
Talvez o sentido da Trindade de Deus nunca fora afirmado melhor do que está por A. H. Strong: "na natureza do Deus único há três distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas três são iguais." (Systematic Theology, pág. 144)



As principais confissões cristãs definem a Trindade da seguinte forma: Deus nos é revelado como Pai, Filho e Espírito Santo, cada um com atributos pessoais distintos, mas sem divisões de natureza, essência ou ser. Nos tempos da Igreja Primitiva surgiram alguns grupos que negavam a Trindade, por não conseguirem compreender a ação trinitariana. Contudo, nos dias hodiernos também existem alguns grupos que não conseguem compreender o ensino da Trindade, em especial os unicitas, que só creem na divindade de Deus Pai e possuem dificuldades em compreender a divindade de Cristo e do Espírito Santo. Outros grupos acabam confundindo, pois questionam  em forma de não entendimento, o fato de o cristianismo, sendo uma religião monoteísta, conceber a ideia de uma Trindade divina. Entretanto, é falta de compreensão, pois na Trindade se manifesta a unidade de Deus, que se revelou à humanidade por meio de seu Filho  Jesus, e que hoje mantém contato com a humanidade através da ação do Espírito Santo, sendo, desta maneira, três Pessoas, que formam, numa unidade perfeita, o “Elohim”; o Eterno, o Senhor. 

terça-feira, 28 de março de 2017

QUEM SÃO OS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO?


Orlando Martins 

         No Cânone hebraico do Antigo Testamento, os livros históricos, isto é, os livros de Josué até Reis, pertenciam ao grupo dos profetas que seguem após o período imediato do Pentateuco.
                A Tradição rabínica atribuía a autoria destes livros aos autores que eram considerados profetas como Samuel, Josué e Jeremias, formando, por conseguinte a primeira parte do cânone profético que são denominados como profetas anteriores, seguindo assim através da construção da história judaica então, os livros proféticos propriamente ditos são denominados por profetas posteriores, sendo este grupo chamado de grupo dos profetas maiores e menores, sendo esta divisão entre maiores e menores, organizada pelo teólogo santo Agostinho. 



                Este grupo de livros proféticos abrange um grande espaço da história dos reinos do norte e do sul. Sendo Amós o mais antigo entre os profetas chamados literários, este viveu na metade do século VIII Ac entre os anos de 760 e 750, já o profeta Oseias exerceu o seu oficio profético entre os anos de 750 e 725, como Amós. Já no mesmo período no Reino do Sul o profeta Isaías atuou entre os anos de 735 até 700 A.c e teve Miqueias como seu contemporâneo. Após este período podemos encontrar o relato de vários outros profetas que marcaram o fim do século VIII como Jeremias que presenciou a queda de Jerusalém e o exílio babilônico de 70 anos. Jeremias ilustra bem o oficio profético veterotestamentário que se consista em denunciar o pecado (Jr 1:15), lutando contra o erro e as praticas abomináveis (V. 16). Este profeta teve contemporâneo a Naum, Habacuque e Sofonias, vinco logo depois os profetas Ezequiel e Isaías.
             Após o exílio surgem os profetas pós-exílicos, destacando-se entre eles Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel e Jonas. “ Conquanto que o objetivo primordial de um profeta era proclamar a vontade de Deus para a sua época”.
Entre os hebreus os profetas ganhavam grande destaque, pois suas palavras eram consideradas inspiradas, com uma mensagem totalmente divina.
   
- Profeta como homem de Deus: Ao contrário da conotação moderna que muitos asseveram para definir o que é um homem de Deus, só recebiam este título pessoas que gozassem de uma intima comunhão com o Senhor. Por esta condição este era considerado digno para transmitir a palavra transmitida diretamente pelo Senhor por intermédio de uma iluminação divina.


- Profeta como vidente: Os profetas recebiam este titulo, pois percebiam as coisas conforme o ponto de vista do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia visões especiais e revelações da parte do Senhor, sendo, portanto autorizado a transmitir coisas espirituais que outras pessoas não podiam receber.

segunda-feira, 27 de março de 2017

SÉRIE OS DONS ESPIRITUAIS - O DOM DE SINAIS E MARAVILHAS.

 Orlando Martins 

No original grego este dom é definido como “dynameis”, que significa poderes, estando sempre associado com coisas que causam espanto e admiração. Conhecido também como operação de milagres, o dom de sinais e maravilhas é a capacidade sobrenatural que o Espírito Santo concede a alguns membros do corpo de Cristo para realizarem coisas que saem do curso natural dos acontecimentos. O verbo grego para “milagre” no evangelho de João é o valor do sinal para encorajar as pessoas a crer e continuar crendo.
Este dom é amplamente observado na Bíblia. No Antigo Testamento encontramos facetas do dom nos ministérios de Moisés (Ex 14.21-31), Elias, quando lutou sozinho contra os profetas de Baal e do poste ídolo (I Rs 18.21-40) e Eliseu, ao separar as águas do Jordão (II Rs 2.14). Já no contexto neotestamentário encontramos facetas deste dom quando Pedro andou sobre as águas (Mt 14.28-31); no relato dos Setenta, quando regressaram de sua missão (Lc 10.17-20); na ressurreição de mortos, como nos casos do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Mt 9.18,19,24), e no caso de Lázaro (Jo 11.43-44); nos casos de Paulo em Troade (At 20.9-12) e na defesa de seu ministério em Éfeso: “E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários” (At 19.11); perante o sinédrio: “Pois as credenciais de meu apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (II Co 12.12), autenticando o evangelho pregado por ele como o evangelho verdadeiramente de Cristo.



Este dom fez parte do ministério de Jesus na terra, como em seu primeiro milagre realizado em um casamento na cidade de Canaã da Galiléia, transformando água em vinho (Jo 2.1-12). Este milagre transpôs todos os princípios da natureza, constituindo-se no dom de sinais e maravilhas, ou quando acalmou a tempestade, causando espanto em seus discípulos. De acordo com o teólogo Russel Norman Champlim, em sua enciclopédia: “No período apostólico a manifestação deste dom poderia incluir a expulsão de espíritos malignos, e as curas”. Estes sinais eram claramente observados no ministério dos evangelistas no período da Igreja primitiva. Ocorriam constantemente naquele tempo, pois serviam de corroboração para o ministério do evangelista e do apóstolo. Deve ser usado de uma forma responsiva, visando sempre às necessidades cabais do reino de Deus. Por se tratar de um dom muito amplo, ele une o dom da fé (Tg 1.5-8) com os dons de curar (I Co 12.9). Dessa forma, seu detentor adquire autoridade sobre o pecado e as doenças, podendo assim ser usado poderosamente por Deus em feitos que quebrem por completo as leis da natureza, causando espanto e admiração na Igreja.
Em seu livro, Novo Milênio e o Mover do Espírito Através da Manifestação dos Dons, o pastor e teólogo catarinense Samuel Ribeiro enumera algumas orientações demonstrando como o dom de discernimento deve ser usado do ponto de vista teológico, e com a menor margem de erro possível: “1 – Adquira uma cuidadosa bagagem bíblica para saber enxergar, avaliar e julgar todas as coisas; 2 – Repudie energicamente qualquer interpretação particular e tendenciosa das Escrituras; 3 – Tenha uma vida de oração perseverante e contrita, o que o leve a ter verdadeira comunhão com Deus; 4 – Não seja simplório, aberto a qualquer vento de doutrina, sem reflexão, sem cuidado, sem um pingo de malícia; 5 – Não seja precipitado, entregando-se de imediato à ideia e ao desejo que lhe ocorrem; 6 – Valorize a opinião alheia, se ela partir de uma pessoa muito comprometida com Deus, sábia e equilibrada”.
De acordo com o pastor Estevam Ângelo de Souza, em seu livro Os nove dons do Espírito Santo, da CPAD: “A operação de milagres é um dom tão estupendo que se torna inconcebível à mente finta do homem. Entretanto, esse dom faz parte do ministério sobrenatural do Espírito Santo através da vida de crentes cheios do Espírito, e é operado com grande finalidade com vistas à glória devida a Deus”.

Áreas de Atuação

Batalha espiritual
Ministério de oração
Dom de evangelista e apóstolo
Missão transcultural

Perigos deste Dom

Deve ser usado por pessoas que tenham maturidade espiritual muito elevada. Se usado por neófiItos, pode vir acompanhado de elementos psicológicos, o que em partes transforma o culto num show de horrores, não numa reunião para adoração do nome do Senhor (I Co 14.40). Se for conduzido errado, o portador do dom usa-o como bem entender e não da maneira como o Senhor da obra deseja. Por outro lado, o perigo é a sua rejeição total, devido ao fato de alguns que tentam apagar por completo a ação sobrenatural da Igreja.
Segundo orientação de Paulo, não devemos apagar o Espírito (I Ts 5.19), mas fazer uma análise teológica em todas as coisas (I Ts 5.20-21), seguindo os crentes de Beréia, que não aceitavam qualquer ensinamento exposto, mas analisavam tudo (At 17.11), e por isso foram considerados nobres em suas ações. Cada vez mais contemplamos Igrejas que, ao rejeitarem os dons de poder, perdem a sua força. Isso porque, como agência de boas-novas, a casa de Deus deve possuir todos os dons espirituais, para que possam ser usados conforme a necessidade do grupo (I Co 12.7) e assim cada cristão possa exercer a diaconia ou serviço cristão.


QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?

Vivemos em um tempo, em que muitos se esqueceram do verdadeiro sentido do Páscoa, contudo, deveriam rever os seus valores, visto que, m...