segunda-feira, 21 de agosto de 2017

UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!


Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na sociedade, sendo que o nosso grande objetivo é estabelecer os valores do Reino de Deus entre os homens (Rm 14: 17). Entretanto muitos não creem no arrebatamento, outros acham que o Apocalipse é um livro mitológico ou histórico, sem nenhum tipo de aplicação para o tempo presente. Ledo engano, vivemos sim o final dos tempos, contudo devemos evitar os extremos, fugindo de dois polos.

1) Fanatismo: Nos tempos da Igreja primitiva, os membros da Igreja de Tessalônica iam para o teto de suas casas vestidos de branco próximo da meia noite, esperar Jesus voltar, outros na mesma localidade não queriam mais nem trabalhar. Recentemente no século passado, alguns pastores desencorajavam seus membros a estudarem, pois a qualquer momento Jesus ia voltar, já outros demonizavam tudo, e sem nenhum tipo de cuidado bíblico, ficavam apontando tudo como a marca da besta ou o sinal dos últimos dias. Em um passado recente, alguns afirmavam que o código de barras era a marca da besta, já alguns pregadores exageravam nesse tipo de exposição, ensinando que “ Ao mil chegará, mas ao dois mil não passara”. Esse ditado, muito popular no século passado não esta escrito na Bíblia, mais era defendido com unhas e dentes como ensino bíblico.





2) Descrença: Infelizmente, muitos não creem no arrebatamento da Igreja, alegando que tal ensinamento não passa de mito e fabula, já outros cristãos até acreditam, mas creem que esse acontecimento vão demorar muito, ou seja, vivem despreocupados com a volta de Jesus. Como cristãos devemos rejeitar tanto o fanatismo como a indiferença, mas, devemos pautar nossa vida pela doutrina bíblica e assim procurar crescer na verdade, pois os fundamentos da palavra são inabaláveis: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. O Ensino sobre o Arrebatamento, além de confrontador, é muito atual, pois realmente um dia Cristo voltará e cabe a cada um de nós sermos vigilantes: “Vigiai e orai” (Mt 26:41). Como cristãos devemos estudar cada vez mais a palavra, pois nela descobrimos muitas verdades bíblicas, sendo que um dia Cristo voltará, Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Orlando Martins 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Qual a relação do pensamento pedagógico de Comenius com a Educação Cristã?

Orlando Eduardo Capellão Martins

               
          Inicio este texto, analisando a importância do pensamento de Comenius para a humanidade, e em especial para o mundo cristão, já que, ele além de pedagogo, era cristão e bispo moraviano, e que afirmava insistentemente que a “educação”, é a cura para a corrupção, portanto, neste aspecto, encontramos muita similaridade do pensamento dele com a Educação Cristã.
Portanto fica evidente a relação existente entre o pensamento pedagógico de Comenius e a Educação Cristã, já que, o pensamento deste pedagogo é legitimado por meio da práxis cristãs, ou seja o pensamento pedagógico de Comenius apontava para o pensamento prático, visto que Comenius (2006, p. 29) compreendia a educação como um meio que poderia gerar mudança na sociedade, seguido o seguinte tripé ensino,  moral e piedade, logo, o objetivo era a formação de princípios que promovam mudança de vida e redefinição de valores.
Contudo, analisando a extensa biografia de Comenius vemos que ele foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII e podemos observar de modo bastante claro, a influência do pensamento deste teórico sobre a Educação Cristã, pois como matéria prática, a Educação Cristã é devedora do pensamento pedagógico de Comenius, já que, este método não contempla apenas a razão, mas, também a piedade.
Porfim, Comenius valorizava a importância da Bíblia e a promoção dos valores, visto que para  ele, a escritura deve ser a base de uma sociedade equilibrada como afirmou: “Tudo o que for ensinado aos jovens cristãos depois das Escrituras, ou seja, o ensino das ciências, das artes e das línguas, deverá ser subordinado às Escrituras, de tal modo que eles possam notar tudo ao seu redor e ver claramente que todas as coisas serão mera vaidade se não se referirem a Deus e a vida futura (COMENIUS, 2006, p. 281). 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

RESUMO DO CAPÍTULO SOBRE ORAÇÃO DO LIVRO: NOSSA FÉ DE EMIL BRUNNER

           

Nesta obra singular, Emil Brunner inicia com a seguinte reflexão: “Se olharmos ao mundo, morre a oração” (Brunner, 1996,p. 91). Portanto, orar não é outra coisa do que praticar a fé e como cristão devemos seguir o sábio conselho de Emil Brunner e olhar mais para o céu e menos para a temporalidade da vida, que infelizmente, rouba o nosso tempo com Deus, por isso precisamos nos refugiar na oração, que é a fonte de ânimo e esperança (Brunner, 1996,p. 93)
       Portanto, por meio desta obra singular, podemos entender os caminhos da oração, pois orar é um genuíno exercício de espiritualidade, onde a cada dia nos esvaziamos de nós mesmos, pois como afirma Brunner: “Orar é a coisa mais humilde e a coisa mais ousada que uma pessoa pode fazer” (Brunner,1966, p. 94). Deste modo, podemos vencer nossas preocupações, por isso orar é mais difícil do que trabalhar (Brunner,1966, p. 96), pois quando oramos aprendermos a entregar nossa vida nas mãos do Senhor. Brunner nos leva a uma importante reflexão quando lança mão da seguinte pergunta: “Será que um homem dos tempos modernos ainda pode orar? ” (Brunner,1966, p. 93).

     Porfim, esta obra revisita e ressignifica práticas que mesmo esquecidas, fazem parte do cristianismo, assim com a oração que nos conduz diariamente para mais perto do Senhor, portanto, este livro é uma obra clássica e singular sobre oração e vida com Deus. 

Orlando Martins 

domingo, 25 de junho de 2017

O CRISTIANISMO DA IGREJA PRIMITIVA E A ANÁLISE EXEGÉTICA DE ATOS 2:42

Por Orlando Martins 

A comunidade nascente no dia de Pentecostes é um modelo de Igreja que vivia dentro da unidade do Espírito: Esta Igreja era formada pelos discípulos, apóstolos, alguns dos espectadores que faziam parte dos 500 que testemunharam à ressurreição de Cristo e os 3000 que se converteram no sermão de Pedro. Os membros desta comunidade se reuniam aos domingos, o dia do Senhor. Neste dia havia dois tipos de cultos a Reunião matutina que era uma ocasião de louvor, oração e pregação e a reunião vespertina: onde havia o culto de expressão ágape, ou seja, o culto de ceia, onde os discípulos se reuniam para lembrar do sacrifício de Cristo através do sacramento da Santa Ceia do Senhor.
                  Esta comunidade era marcada pela Koinonia (Gr:comunhão) e seu membros  verdadeiramente se comportavam  como o corpo de Cristo na Terra (Ef 1.22 e 23)estando firmes nos fundamentos da fé  (Ef 2.20), ou seja, na Doutrina dos apóstolos, Comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2:42). “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se havia, de salvar” (At 2:47).        Para que venhamos a experimentar a realidade de uma comunidade diaconal urge que venhamos a guardar estes fundamentos, pois não obstante são eles o caminho do serviço tanto a Deus (Liturgia) como ao próximo (Diaconia).

      Analise exegética de  AT 2:42

Esta comunidade era marcada pela Koinonia que em português significa Comunhão. Verdadeiramente esta Igreja se comportava como o corpo de Cristo na Terra (Ef 1.22 e 23), estando firmes nos fundamentos da fé: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular, no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.20,21). Nesta Igreja havia perseverança em quatro grandes fundamentos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão,no partir do pão e nas orações (At 2.42)”. O modus vivendi desta igreja pode ser analisado no Didaque que é o catecismo dos primeiros cristãos.O Didaque foi escrito no fim do I Século e retrata o modo de pensar da igreja apostólica, sendo um convite para as igrejas atuais descobrirem sua origem e, sobretudo o viver de acordo com a vontade de Deus que segundo este manual o viver é amar e constitui-se em dois caminhos: 1 “O Caminho da vida é este: Em primeiro lugar, ame a Deus, que criou você. Em segundo lugar, ame a seu próximo como a si mesmo. “Não faça a outro nada daquilo que você não quer que façam a você”. Esta é à base do sublime  ensino apostólico: 2“Que a sua palavra não seja falsa ou vazia, mas se comprove na prática”

NESTA IGREJA HAVIA PERSEVERANÇA NA DOUTRINA

Os crentes da Igreja primitiva sabiam ser a doutrina apostólica importante e a aplicavam no culto matinal, após o período de oração e louvor. O povo judeu por natureza é um povo que ama o ensino da palavra, sendo que dentro da cultura judaica uma criança aos seis anos de idade deveria ter decorado todo o livro de Levi tico para entender as leis cerimoniais e aos doze anos conhecer todo o Pentateuco, para que possa ser versado em todo o tipo de lei.
Os crentes primitivos herdaram do judaísmo o amor pelo estudo e assim perseveravam nos ensinamentos transmitidos pelos Apóstolos sabendo que através da palavra eles verdadeiramente seriam discípulos de Cristo. Discípulo significa seguidor e devemos ter como modelo sempre à pessoa de Cristo através da palavra. Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam criado nele.“Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31), retendo a palavra no coração ( Jo 15.6), sendo limpos (Jo 15.3), para que possamos permanecer no seu amor ( Jo 15.10 ). Com isto iremos produzir obter  um bom conhecimento da lei o que irá resultar em bom testemunho: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. (Is 8.20). Paradoxalmente hoje vivemos o tempo do cristianismo fast-food, das coisas rápidas, dos efeitos dinamites:Onde não existe espaço para o pensar e para a reflexão.  Acerta um  pensador,  quando faz uma correlação entre o cristianismo epidérmico dos dias hodiernos e a coca cola que apenas nos transmite um prazer momentâneo mais traz males para a saúde.
 Muitos com boa intenção desejam verdadeiramente obter o poder de Deus, mas como não possuem uma base sólida na palavra acabam por confundir avivamento com movimento. O avivamento autentico só é possível mediante a busca pelos fundamentos, como bem respondeu o Senhor Jesus aos saduceus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29).Este grupo do oba oba acaba criando a sua própria linguagem e se distancia da sistematização das escrituras, conforme se vê hoje nas igrejas as frases de efeito que são à base de uma cartilha de um grupo que detém a sua própria Teologia a informalidade: “É mistério, Veja o varão de branco! To vendo anjos voando aqui! Queima ele Jeová!” Estes jargões são típicos de pessoa que buscam apenas o poder e não a palavra que é a verdadeira fonte deste poder, o que acaba por culminar numa espiritualidade exibicionista e epidérmica onde não somos medidos pelo que somos ou fazemos, mas pelo poder que possuímos. Os proponentes deste pensamento defendem que para o crente ter uma vida avivada, basta ele dobrar o joelho e orar, esquecendo-se que a espiritualidade do homem é medida pela disciplina e não pelos sacrifícios. A Religião não deve desunir, mas sim trazer união e comunhão no Espírito. Quando a busca por sinais e maravilhas não vir acompanhada por piedade e santificação, esta irá ser a base para um cristianismo epidérmico, sem vida e árido, onde irá imperar a Religião de Poder aquela que oferece pouca qualidade bíblica, pois lhe falta credibilidade perante a sociedade. Acerta um teólogo quando afirma  – “De 1517 até os anos 30 Jesus Cristo era considerado pelos homens como o grande rei em que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento nele se encontram. Já dos anos 30 até os dias atuais os profetas da prosperidade consideram Jesus Cristo como o grande mágico em que em sua cartola estão escondidos todos os tesouros da riqueza e da prosperidade”.Sobre estes pensamentos convêm os leitores lerem os seguintes livros: “A crise de ser e de ter e a  Celebração da disciplina do escritor norte americano Richard Foster”.
   

A Teologia informal

A Teologia informal faz parte de uma crença não refletida, tendo apoio mais em experiências isoladas do que na sistematização da doutrina. Geralmente este grupo pensa ser pecado estudar, mais se esquecem que o estudo é uma recomendação, pois encontra amparo bíblico, como em João 5:39, podemos encontrar a palavra “Examinai”, ou seja,estude os detalhes, para que bem conheçam o que é certo e cresçam em Deus (Js 1.8 e Ap 3.13). Os que defendem a Teologia informal [OM1] pecam ao confundirem  espiritualidade com misticismo e simplicidade com  ignorância cultural. Por falta de conhecimento Bíblicos alguns destes afirmam  que a letra mata, mas por não lerem todo o contexto confundem  a letra da lei judaica que era o talmude ou os 613 preceitos da constituição de Israel com a palavra de Deus. É simples de se entender basta ler todo o contexto: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecesse, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior porção será glorioso o ministério da justiça” (II Co 3.6-9). Neste contexto não se observa  nenhuma alusão ao cânon fechado, pois a  Bíblia, não  tinha sido totalmente formada. Paulo nesta passagem estava se referindo ao modo de interpretação da lei promovida pelos lideres do judaísmo que com preceitos judaicos sem vida só condenavam e apontavam sem nenhuma misericórdia. Ao contrario do ministério do Espírito (Dispensaçao da graça) onde a salvação esta disposta a todos. Basta observar que a espada do Espírito é a palavra (Ef 6.17), que deve ser examinada porque nela se encontram as palavras da vida eterna e são elas que de mim (Jesus) testificam (Jo 5.39). A missão do Espírito Santo na terra é convencer o homem do pecado, da justiça, e do juízo, ensinando apenas as palavras de Jesus, pois o ministério do Espírito é lembrar de tudo aquilo que lemos na palavra e vivifica-la em nossas mentes.
     
A Letra da lei e o ministério do Espírito

Apêndice: Se a letra matasse, não haveria tanta reverência com a palavra como houve por parte dos homens de Deus ao longo da narrativa bíblica.
Moisés ordenou que os Sacerdotes e os levitas lessem à lei de sete em sete anos perante o povo (Dt 31.9-11) e para que estes não se esquecessem da lei do Senhor e assim viessem a andar retamente: “Ajunta o povo, homens e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei” (Dt 31.12). “Esdras o escriba preparava o seu coração diariamente para buscar lei do Senhor (Ed 7.10), sendo ele um “escriba “ mestre”,  leu a lei diante do povo (Nee 8:1-12), após o retorno do cativeiro  babilônico de setenta anos e com isto  o povo judeu foi  avivado pela palavra: “E Neemias, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este é o dia consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei” (Neemias 8;9). Era um avivamento gerado pelo arrependimento do povo mediante um ensino poderoso da lei. No contexto neotestamentário o apóstolo Paulo orientou que  Timóteo seu filho na fé, Procurasse se apresentar como obreiro aprovado (II Tm 2.15) manejando bem a palavra que no grego significa corte reto. Cortando sem erros, para que se afastasse de todo o tipo de heresia e deste caminho não se apartasse.
             E você meu irmão tem procurado ter uma vida aprovada dentro dos parâmetros Bíblicos? Ou tem vivido uma vida sem propósitos. Segundo uma pesquisa do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), 90% dos evangélicos brasileiros não lêem a Bíblia diariamente. Lembre-se o segredo da verdadeira prosperidade espiritual é meditar na palavra (Js 1.8). A meditação na palavra conduz a verdadeira sabedoria, gera temor e respeito pelas coisas sagradas, tornando o homem mais maduro para responder e dar razão de sua fé a qualquer um que a pedir: “e estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15).

NESTA IGREJA HAVIA PERSEVERANÇA NA COMUNHÃO

Uma Igreja onde os crentes são fundamentados desenvolve-se  naturalmente o fruto do Espírito, o que irá gerar  amor nesta comunidade: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou o sino que tine”.(I Co 13.1). Este amor no original grego significa agapao ou ágape que é um fruto ou conseqüência do amor. Na igreja primitiva havia comunhão, os cristãos viviam verdadeiramente o amor ágape. Um provérbio japonês assim nos ensina. “Devemos ser construtores de pontes que nem os japoneses e não ficarmos em muralhas que nem os chineses”. Numa comunidade de fé  onde a graça de Cristo superabunda o Espírito tem liberdade para agir nos corações gerando assim à comunhão (II Co 13.13).

     A verdadeira obra do Espírito

A verdadeira liberdade do Espírito não esta nas manifestações exteriores, mas nas interiores que envolvem a área do caráter, ética e amor ao próximo. Quando o Espírito Santo tem liberdade em nossas vidas, ele nos torna crentes mais piedosos o que irá conduzir-nos a um relacionamento interpessoal mais intenso, norteando nossas ações durante o dia a dia, para que como servos de Deus possamos manter o vinculo da paz através do amor (Hb 12.14, At 2.44 e At 2.45) Esta Comunhão só é possível quando verdadeiramente passamos a amar o nosso próximo. Sobre isto bem definiu numa reflexão muito profundo o pastor e pensador pentecostal Paulo César Lima: “Meu próximo não é aquele que eu encontro pelos caminhos da vida, mas aquele em cujos caminhos eu me coloco”. Havendo comunhão na Igreja o amor de Deus é verdadeiramente expressado entre os membros através do Ágape que no original grego significa amor divino, aquele que emana de Deus para o homem, gerando uma verdadeira koinonia: “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44) e não apenas um ritual religioso, como observamos hoje em alguns  templos, cristãos  que vem a Igreja apenas para cumprir um ritual ou tradição, perdendo assim todo o encanto pela obra e pelo próximo. A espiritualidade genuína aproxima e não divide, fazendo com quê o homem entenda que a mesmo amor que o leva a estender a  mão para adorar a Deus, deve ser o mesmo amor que leva a estender o braço para ajudar ao próximo.

COMO CONSEQUÊNCIA HAVIA PERSEVERANÇA NO PARTIR DO PÃO

            No culto de expressão ágape ou de Santa Ceia, havia o momento do  partir do pão como um ato de lembrança  do sacrifício de Jesus Cristo na Cruz do calvário: “Semelhantemente também depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Co 11.24). Partiam o pão como uma conseqüência da comunhão, havendo assim a verdadeira expressão do amor ágape que é expresso  em sua máxima dimensão, quando o ser humano passa a viver uma espiritualidade autêntica, que eleva o braço para adorar a Deus e  estende a mão para ajudar o próximo. O verdadeiro partir do pão significa a pratica da  comuna, sendo que o lema deles era a divisão em partes iguais de tudo o que era obtido: “E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).

A Comunhão era um dos pilares da igreja primitiva

            A comunhão era um dos principais pilares para o crescimento da Igreja durante o período apostólico, havendo uma benevolência espontânea e voluntária como resultado da verdadeira compreensão da dimensão do amor de Deus. Esta comunhão era expressa não apenas em palavra, mas em atitudes, com a do apóstolo Paulo que levantou um projeto de coleta de ofertas nas igrejas da Ásia em favor das igrejas pobres da Judéia em especial a de Jerusalém (I Co 16:1-4).  Deve o cristão hoje buscar viver uma vida de generosidade e disciplina para que com isso possa ter um coração mais voltado para o próximo o que irá gerar comunhão no Espírito.

HAVIA PERSEVERANÇA NAS ORAÇÕES
Etimologicamente falando oração significa  “conversa ou discurso”          Quando eu oro eu falo com Deus e quando eu leio a Bíblia Deus fala comigo. Você tem falado com Deus através da oração? Não podemos ter intimidade com quem não nos relacionamos.O Povo judeu por tradição orava três vezes ao dia: Na hora terceira que corresponde às nove horas da manhã, na hora sexta que corresponde ao  meio dia e na hora nona que corresponde às três horas da tarde. Os povos da Igreja primitiva além de cumprir este ritual no templo, oravam  em outros períodos para que o Senhor derramasse suas bênçãos.  Podemos tomar como exemplo o período de dez dias de oração para a descida do  Espírito no dia de Pentecostes: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e suplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1.14).                                                  A oração persistente é  um destaque na igreja primitiva, sendo esta oração uma resposta ao mandamento de Jesus de esperar em Jerusalém, pela descida do Espírito Santo.  Deus nos responde quando oramos com propósito (II Cro 6.36-39 e Dn 7.10); mas precisamos saber entender tanto o sim como o não de Deus.
Deve o cristão orar em espírito e em entendimento
Muitos cristãos hoje, por falta de entendimento oram de qualquer maneira. Deve o cristão buscar orar corretamente, sempre aprendendo esta premissa pela palavra de Deus: “Senhor ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos”(Lc 11.1).Folhando a palavra podemos encontra aproximadamente 650 modelos de oração. Dentre todas estas a maior já pronunciada é a oração intercessória de Jesus. Ela é a maior, por que quem a proferiu foi o Senhor Jesus e ela é grande por causa da circunstancia em que foi proferida (Jô 17). Esta oração numa leitura tem duração de seis minutos, ou seja, a oração não é autenticada por causa do seu cumprimento, mas sim por seu peso e qualidade. Quantos irmãos se julgam mais espirituais, por orarem muito! Na verdade Deus procura por crentes espirituais que o adorem em espírito e em verdade. Devemos orar muito, mas não achando que é isto que nos torna espirituais. O que nos torna mais espirituais é a comunhão com Deus, através da submissão completa a sua palavra. Um bom modelo de vida cristã é a oração do Pai Nosso que muitos encaram como reza ou algo que deve ser decorado; sendo na verdade um modelo de ética que deve ser seguido por todo o cristão, pois nosso viver deve refletir um modelo de oração a ser seguido por todos.





 [OM1]Este ramo da Teologia é compreendido principalmente pelos movimentos estranhos a luz da Bíblia como a Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Regressão Psicológica e a Quebra de Maldição hereditária. (Gl 1:8; Cl 2:14; Rm8 :1)

terça-feira, 13 de junho de 2017

A AÇÃO DA IGREJA NO MUNDO PÓS-MODERNO.

Por Orlando Martins

Atualmente, vivemos em uma sociedade onde tudo é relativo e nada é absoluto, onde o certo para um, pode ser errado para o outro; sendo que o mundo se encontra imbuído dentro de uma cosmovisão capitalista e totalitária; havendo assim uma tendência natural ao descartável, de modo que nos dias atuais, não se dá mais lugar ao perene, mas ao existencialismo que como cultura do momento torna o homem avesso ao normativo. De modo que as tendências pós-modernas tornam o homem um ser antidogmático, onde normas e regras são consideradas coisas obsoletas, pois a palavra de ordem hoje é a liberdade.

Destarte, como corpo místico de Cristo, devemos analisar até que ponto nossas ações têm influenciado a sociedade atual? Contudo, na contramão do pensamento corrente que prega o individualismo, à igreja de Cristo através do cuidado pastoral e do amor, deve influenciar os mais diversos segmentos da sociedade e assim oferecer alternativas éticas e morais que possam responder as indagações de uma sociedade pós-moderna e totalitária.

Diante das indagações formuladas pelo pós-modernismo relativista, urge de modo inequívoco, uma proposta pastoral, que gere uma busca pela cultura do servir, e não pela cultura do conquistar, que leve cada pessoa a rever o seu estilo de vida, através da mudança de paradigmas pessoais. Esta mudança, acontece como fruto do cuidado pastoral no mundo pós-moderno, sendo que a sociedade deseja ver a prática e o agir como marcas inequívocas do corpo de Cristo na terra.  Mesmo que muitos hoje buscam uma cultura imediatista, deve a igreja, influenciar a sociedade com uma mensagem que seja profética e de fato evangélica, para que desta feita, vidas sejam transformadas pela exposição do evangelho.  

Portanto, quando a igreja tem a sua ênfase no ser e não no ter, ela é uma agência de crescimento espiritual e o cuidado pastoral faz parte do dia a dia da comunidade, não sendo esta, apenas uma função do pastor da igreja, ou dos obreiros, mas, a igreja compreende a sua função pastoral e diaconal, onde cada membro deve se envolver com o corpo de Cristo, através dos seus dons pessoais, e deste modo,  praticar o cuidado pastoral por meio do amor e da diaconia, sendo esta a  vocação universal de todos os cristãos para servir  em todo o tempo, com diversos tipos de tarefas possíveis, tais  como:  acompanhamento pastoral, hospitalidade, aconselhamento, visitação, pregação, ensino, intercessão, evangelismo, pois estas ações demonstram o que é de fato ser o corpo de Cristo na terra.

 

 

 

           

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A HERMENÊUTICA DA REFORMA E O RETORNO AS ESCRITURAS

Orlando Eduardo Capellão Martins


Estamos vivendo em um período caótico no chamado movimento evangélico brasileiro, uma vez que hoje o pragmatismo e o liberalismo teológico tem sido bastante propagados entre os cristãos, sendo que o primeiro tem encontrado maior aceitação no grande centro amplo evangélico brasileiro, já o segundo, encontra maior aceitação entre os acadêmicos e teólogos, visto ser um método racionalista e pouco popular, no entanto, precisamos urgentemente de um retorno a hermenêutica da Reforma, uma vez que, este método, além de contar com a cientificidade, não anula a iluminação do Espírito por meio de uma vida piedosa, mas, busca fazer uma junção entre o estudo e a ação do Espirito na interpretação do texto bíblico.
Para que possamos compreender o porquê estes movimentos tem ganhado campo no meio evangélico, precisamos recorrer à história, sendo que na idade média havia a hermenêutica espiritualista, que contemplava apenas a alegorese, sendo que toda e qualquer interpretação bíblica na sua maioria eram muito fantasiosas, pois encontravam personagens que na maioria das vezes o texto não legitimava tal interpretação, o que gerou grandes problemas teológicos e legitimou o autoritarismo do catolicismo medieval. Desse modo, havia muita espiritualização na idade média, porém, Deus levantou vozes discordantes o que gerou a Reforma Protestante.
Como fruto da Reforma Protestante de 1517 surge o método gramatical-histórico o que legitimou a interpretação do texto de modo mais claro, sério e comprometidos com a analise históricos, sociais, geográficos e cultura dos tempos bíblicos, ou seja, a  hermenêutica reformada, movimento que foi endossado nas sábias palavras de Calvino: “Orare e Labutare”. Portanto, houve um movimento de retorno às escrituras impulsionado pela hermenêutica reformada o que gerou grandes frutos na história da igreja, sendo que muitos ministros foram influenciados por este movimento. Entretanto, com o passar do tempo, foram surgindo muitas escolas de interpretação como a hermenêutica Intuitiva e a hermenêutica existencialista, o que legitimou o surgimento do método histórico-crítico e que posteriormente fortaleceu as bases da Teologia Liberal, fruto do existencialismo.  
Portanto, atualmente é imprescindível um retorno às bases da Hermenêutica da Reforma, visto que, existe muita mistura principalmente no chamado movimento neopentecostal, onde os líderes buscam interpretar um texto de modo intencional, para justificar suas práticas “teológicas”, e assim vão tendo atitudes que lembram e muito o catolicismo medieval, já outros líderes, acabam se envolvendo em um racionalismo tão árido, que já nem sabem mais no que acreditam. Ademais, nunca foi tão importante o resgate do equilíbrio na ação interpretativa do texto, o que pode ser feito por meio do método gramatical-histórico,visto que, a interpretação de uma passagem bíblica não deve ser feito de acordo com nossas premissas pessoais, mas, pelas regras de interpretação da hermenêutica reformada, o que gera equilíbrio e espiritualidade pautada nas escrituras.


domingo, 16 de abril de 2017

QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?


Vivemos em um tempo, em que muitos se esqueceram do verdadeiro sentido do Páscoa, contudo, deveriam rever os seus valores, visto que, muito mais do que apelo comercial, a Páscoa é alegria e libertação, sendo que neste momento, relembramos que entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, já que, após séculos de opressão no Egito, esta data marca o êxodo deste povo e por conseguinte a sua libertação do julgo do Egito. Portanto como cristãos devemos lembrar da ultima semana de Cristo, Jamais houve ou haverá semana como aquela em que sobre Jesus Cristo recaíram a maior e absoluta injustiça, dado que, por meio de seu sacrifício fomos livres de toda a condenação e pecado: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.(Rm 8:1)” “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (I Jo 1:7)” A Páscoa é a festa espiritual onde o cristão reconhece a sua eterna e incondicional dependência e gratidão a Cristo, pelo livramento da cruz devidamente merecida. Portanto, a Páscoa é a festa da salvação, pois comemoramos a nossa libertação em Cristo, aquele que veio trazer paz, esperança e alegria para a humanidade. Contudo, muitos, nem por um minuto do dia se lembram de sua mensagem e paradoxalmente lembram mais da Páscoa comercial do que da Páscoa espiritual. 

Na verdade, a nossa Páscoa é comemorada de forma diferente, pois apesar de estarmos no mundo, não somos deste mundo e mesmo que saibamos que Páscoa é época de chocolates e presentes, festa e comemoração, para nós a Páscoa é muito mais do que isso, é quando comemoramos a nossa libertação em Cristo. Entre os judeus na celebração da Páscoa, a família reúne-se e come o cordeiro pascal (cf. Ex 12,1-28), recordando o dia da libertação do povo, escravo no Egito. Na cruz se revela o grande AMOR de Deus que entregou o seu filho para que possamos ser salvos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.( Jo 3:16-17)". Mais do que iguarias, festas em família, chocolates e comemorações, este dia só tem sentido quando o celebramos tendo JESUS CRISTO como o nosso Senhor e Salvador. Conquanto que a mensagem de fé e esperança continua muito atual, pois JESUS CRISTO é o verdadeiro sentido de nossa PASCOA: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
Orlando Martins

UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!

Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na soci...