quinta-feira, 31 de outubro de 2013

31 DE OUTUBRO DE 1517 – DIA DA REFORMA PROTESTANTE

31 DE OUTUBRO – DIA DA REFORMA PROTESTANTE

Infelizmente, nos dias hodiernos muito pouco se fala ou se avalia a cerca da reforma protestante e de seu legado espiritual o que não obstante gerou não apenas mais uma reforma, mas um movimento espiritual que resgatou a igreja do período das trevas, levando o povo à conscientização espiritual. “Igreja reformada, sempre reformando”. Diante do exposto, pudemos refletir a importância das 95 teses da fé que foram fixadas na catedral de witemberg, em um período em que a igreja institucionalizada estava emaranhada pela superstição o que gerou uma igreja que vivia inventando inovações teológicas, como purgatório, indulgência e todo o tipo de amuleto e crendices. Quando Lutero, desafiando o clero e a igreja institucionalizada, fixando as 95 teses da fé cristã, ele não apenas resgatou a igreja do casos teológico, mas devolveu ao povo o direito de ler a palavra e nela buscar direção espiritual, contudo nos dias hodiernos, temos observado claramente que muitos se esquecem dos princípios basilares da reforma, e vivem inventando modismos teológicos que em nada contribuem para a formação bíblica do povo. Entretanto,  imbuídos pelos fundamentos dos reformadores, eu e você devemos ser crentes fundamentados, amar a Igreja, ser fieis a liderança pastoral e em tudo procurar ser parecido com Jesus, nosso modelo maior de espiritualidade, pois ele não veio para ser servido, mas para servir ! Diferentemente dos tempos da reforma, cada crente, possui uma bíblia na mão e o Espírito Santo no coração e ELE nos guia a toda a verdade!

Pr. Orlando Martins 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ARREBATAMENTO DE SENTIDOS: AÇÃO DIVINA OU MODISMO?


Com o advento dos dons espirituais aflorando no meio eclesiástico, nossos púlpitos passaram a respirar carisma e tudo basicamente que nasce nessas tribunas tem ou acaba tendo um fundo carismático e isso é muito importante, porque a obra de Deus deve ser realizada no poder do Espírito. Desta feita vão surgindo experiências entre o povo de Deus,  algumas espirituais, já outras emocionais,  e entre as  mais comuns do atual momento surge o  relato de crentes  arrebatados  aos  céus, e ao  inferno. Os defensores dessas práticas  tomam como base as experiências espirituais dos apóstolos  Paulo e   João, que foram arrebatados  ao céu. Em 2 Co 12.1-6, Paulo relata a sua experiência em um arrebatamento, onde ele ouviu “palavras inefáveis”,que no original grego,significa, “ santo demais para ser revelado”! Já o  apóstolo João foi arrebatado(Ap 1.10), para receber as revelações que hoje é conhecida como o livro do Apocalipse. Essas experiências foram poderosas, contudo tiveram como objetivo a exaltação da glória de Deus e a  edificação do povo,haja vista que  esses apóstolos foram arrebatados com um propósito. Não que esta prática não tenha base bíblica, o grande problema não se encontra na experiência em si, mas em alguns relatos de irmãos que alegam ter passado por ela, já que atualmente vemos exemplos clássicos de irmãos  que foram “arrebatados”, e que por meio de sua revelações,  trouxeram grande prejuízo ao seio da Igreja. Quem não lembra dos relatos dos irmãos que afirmavam que no céu, viram a caixinha, onde ficam guardados as mexas de cabelos cortados pelas irmãs na terra e que no céu um anjo mede o tamanho do cabelo das irmãs com uma trena.  Quem não se lembra de outro famoso  pastor que foi ao inferno, e o diabo disse que a calça jeans era do mal , assim como a maquiagem e outros adornos. Infelizmente, muitos irmãos simples tomaram isso como verdade absoluta! As experiências pessoais são marcas importantes e fazem parte da  histórias do pentecostalismo, desta feita,  cremos piamente em um Deus que se comunica com seus filhos por sonhos, visões, profecias, mas essas experiências são para edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. Como crentes e conhecedores da Teologia Bíblica, devemos analisar alguns conteúdos de dvd´s e livros de irmãos garantindo que foram arrebatados e querem com isso doutrinar a Igreja. Alguns desses conteúdos, não obstante, são eivados de erros doutrinários. Não estou com isso anulando a hipótese de um crente passar por uma experiência de arrebatamento de sentidos, como, por exemplo, passou o apóstolo Paulo (II Co 12) ou o saudoso pastor João de Oliveira. Como reflexão, devemos pensar que o próprio apóstolo não revelou o que viu no paraíso por considerar essas revelações inefáveis, que, no original grego, significa “Santo demais para ser revelado”. Portanto,  precisamos  adequar toda e qualquer experiência com a palavra de Deus, até porque ela é a nossa regra de fé e conduta!


Pr. Orlando Martins     

sábado, 26 de outubro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA SABEDORIA NA VIDA DO CRISTÃO!

      

           
            A verdadeira sabedoria vem do alto (Tg 5.1-5),constituindo-se, naquilo que fazemos com perfeição, pois significa a aplicação correta de um arsenal de conhecimentos.  Primeiramente a sabedoria é implantada por Deus (Tg 3.13-18) na vida de uma pessoa, para que esta possa aplicar de forma correta todo o seu conhecimento espiritual adquirido ao longo de sua caminhada cristã. Como função universal e na falta de sabedoria somos exortados por Deus para pedi-la: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhe impropera; e ser-lhe á concedida” (Tg 1.5). Nosso senhor Jesus prometeu aos seus discípulos boca e sabedoria a que não poderam nem contradizer e nem resistir os que nos opõe (Lc 21.15). Podendo também ser definido como a prudência, habilidade, discernimento e esclarecimento cristão. Indubitavelmente podemos considerar neste requisito a sabedoria adquirida pelo conhecimento da Palavra, pois a fonte da verdadeira sabedoria é a Palavra de Deus: “Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho” (Sl 119:105). “Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos” (Sl 119:99). Na Bíblia, a sabedoria esta correlacionada como o conhecimento (Rm 11:33), servindo de direção e elemento norteador para  todos os cristãos.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da  AD Mais de Cristo

domingo, 20 de outubro de 2013

OS FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL


Para compreendermos o movimento pentecostal, é necessário conhecer as suas raizes e saber que o pentecostalismo não é um movimento sem doutrina, como alguns afirmam, mas um movimento, totalmente embasado na doutrina bíblica e com fruto no dia de pentecostes, mas o que foi esse dia?


Pentecostes vem da palavra grega pentekosté e significa qüinquagésimo


A Festa de Pentecostes acontece sete semanas depois da Páscoa - mais exatamente, 50 dias - e dura um dia. Inicialmente, na "Festa da Colheita", como era conhecida, os judeus ofereciam a melhor parte de suas colheitas a Javé. Depois, passaram a comemorar Pentecostes como a "Festa da Aliança" entre Deus e seu povo. No caminho dos judeus à Terra Prometida, no monte Sinai, o líder Moisés recebeu de Deus as tábuas com os 10 mandamentos. Para os cristãos, essa festa simboliza a descida do Espírito Santo para falar aos apóstolos, a fim de que eles divulgassem suas mensagens a todas as pessoas. Foi nesse momento que a Igreja começou sua missão de evangelização do mundo.
A festa de Pentecoste é assim chamada de Festa da Primícias. O nome dado por Pentecoste foi assim chamado por iniciar 50 (penta) dias depois do término da páscoa. "Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao SENHOR. Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao SENHOR. (Lev. 23:1-29). Todas as festas anunciavam Jesus. No novo testamento quando os Apostolos estavam reunidos com medo de serem mortos assim como Jesus foi, ao mesmo tempo em que jejuavam e oravam a Deus, "e, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

O Pentecostes inaugura a era da Igreja : Empreender uma busca sincera para ser cheio do Espírito Santo e receber os dons do alto é uma atitude correta; o apóstolo Paulo nos orienta desta forma:” Enchei-vos do Espírito “(Ef 5.18)”.

EVIDÊNCIAS DO PENTECOSTALISMO AO LONGO DA HISTÓRIA

Durante o período patrístico, o famoso período dos pais da Igreja, existia uma ênfase muito grande dos dons espirituais, conquanto que a manifestação dos dons espirituais era uma realidade no seio da igreja apostólica, tornando cada culto uma celebração viva da presença de Deus na igreja ( I Co 14:26). Já no século II da era cristã tanto Justino Mártir quanto Hirineu reconheciam que os dons miraculosos continuavam a operar na igreja; Já Tertuliano olhava com bons olhos a operação dos dons e posteriormente converteu-se ao Montanismo, um movimento fundado por Montano que apesar de alguns exageros, ensinava sobre a operação dos dons. João Crisóstomo e Hilário apoiavam a contemporaneidade dos dons miraculosos. Porém, no terceiro século, Constantino assume o controle da igreja e une esta com o governo o que gerou um estado de letargia dentro da comunidade cristã da época, pois muito do paganismo romano foi incorporado ao culto cristão.

CONTROVÉRSIAS

Havendo assim um interesse cada vez menor por parte dos cristãos em estudar os dons, o que gerou várias controvérsias teológicas sobre o uso dos dons após o período apostólico. Agostinho considerado o maior teólogo de todos os tempos no início de sua carreira se opunha veementemente ao exercício dos dons miraculosos, pois defendia o exercício de alguns dons bíblicos como os ministeriais, os de serviço e alguns dons do Espírito Santo, exceto os de poder conhecidos também como miraculosos. Já Tomas de Aquino seu discípulo no século XIII DC considerava os dons como um fator determinante para a Igreja. Ao longo dos séculos, os dons miraculosos foram aceitos entre os discípulos de Montano no século III e entre grupos menores como os quaquers e os grupos de evangelização de fronteira nos Estados Unidos entre os séculos XVIII e XIX. Entre o período pós-patristico e a reforma, houve pouca sistematização do ensino sobre dons e o povo não tinha acesso a Bíblia. Assim com o advento da reforma os dons passaram a ser mais bem compreendidos pela igreja e aceitos, quando Lutero reformou a igreja, João Calvino foi o primeiro teólogo a sistematizar a doutrina do Espírito Santo, sendo conhecido com o teólogo do Espírito Santo e assim alguns dons bíblicos passaram a ser conhecidos e aceitos no meio cristão. Como conseqüência, houve a manifestação poderosa de dons nos ministério de Charles Spurgeom, João Wesley, Finney e Moody. Em seu livro sobre o dom de profecia o destacado professor de Teologia, Wayne Grudem afirma que Charles Spurgeom constantemente exercia o dom de profecia no meio de suas mensagens.

A BUSCA PELOS DONS NO SÉCULO XX


Já os dons miraculosos e a contemporaneidade de todos os dons foram aceitas apenas no início do Século XX, com o surgimento do movimento pentecostal que teve seu início na Escola Bíblica de Topeka em 1904, atingiu a Igreja da Rua Azuza em Los Angeles a partir de 1906 e de lá contagiou todo o cristianismo, chegando ao Brasil em 1911. Este seguramente é o maior reavivamento de todos os tempos, podendo ser conhecido também como uma nova reforma no meio eclesiástico. Após o pentecostalismo, surgiram novos derramamentos do Espírito em vários lugares do mundo e com as mais diversas denominações, levando Igrejas históricas a reverem o seu posicionamento teológico concernente à contemporaneidade dos Dons espirituais. Em suma o movimento pentecostal, nasceu do Espírito para a Igreja e assim deve ser conservado pela mesma ( I Ts 5:20)


AUTOR
Pr. Orlando E.C. Martins

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

POR QUE TANTA RESISTÊNCIA AO ENSINO TEOLÓGICO?

Por Gutierres Fernandes Siqueira
(Publicado com a devida autorização do autor)
 
 
O anti-intelectualismo ainda persiste no pentecostalismo brasileiro. Diminuiu bastante, mas a frente contra o estudo aprofundado é resistente. Vejamos alguns exemplos:

1. Ausência de obras acadêmicas escritas por pentecostais. Infelizmente, é possível contar nos dedos as obras de referência escritas por brasileiros carismáticos. Falta capacidade? Não, alguns pastores assembleianos são eruditos de primeira linha. Agora- não sei bem o porquê- muitos desses eruditos só escrevem obras de “vida cristã” ou alguns livros apostilados.  

Em 2008, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) publicou o livro Teologia Sistemática Pentecostal escrita por autores brasileiros, mas logo se percebe que a obra não tem uma unidade (em tamanho dos textos, no padrão das citações e nas notas bibliográficas etc.). É uma copilação de artigos. Não estou dizendo que a obra seja ruim (pelo contrário, eu recomendo), mas poderia ser bem melhor. Não entenda essa observação como uma crítica aos autores (alguns são meus colegas), mas essas falham mostram uma falta de tradição nessa área.

Exemplo de erudição pentecostal.
A CPAD tem ótimas obras acadêmicas, mas em sua maioria são traduções. Os pentecostais norte-americanos e canadenses não têm esse problema com obras de referência. Eu sempre dou como exemplo o livraço Comentário Bíblico Pentecostal (1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003) editado pelos teólogos French L. Arrington e Roger Stronstad. Outro exemplo interessante de erudição pentecostal é o livro Teologia do Espírito de Deus no Antigo Testamento (1 ed. São Paulo: Loyola, 2008) escrita pelo doutor Wilf Hildebrandt. Stronstad ainda escreveu na década de 1980 aquela que continua a ser a obra de referência da hermenêutica lucana para uma leitura pentecostal. É o livro Charismatic Theology of St. Luke, The: Trajectories from the Old Testament to Luke-Acts [1]. Essa obra foi amplamente debatida no contexto hermenêutico anglo-saxão, especialmente em debates com Gordon D. Fee, erudito em Novo Testamento e pastor das Assembleias de Deus [2].

2. O serviço intelectual é desprezado. Em uma igreja pentecostal você só trabalha para o Reino de Deus se for um missionário transcultural ou um evangelista de praças. O serviço do ensino é simplesmente desprezado. Você pode se esforçar ao máximo, mas a igreja- no geral- não levará isso em conta. Ora, como é possível ignorar que a Grande Comissão envolve a missão evangelizadora, mas também (e igualmente) o discipulado? Outro detalhe importante: os pentecostais esquecem que o ensino bíblico é um dom “espiritual”. “Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine”, diz Paulo em Romanos 12.6-7. Veja que o dom de ensinar é colocado ao lado do dom de profetizar. 

3. Intelectual como sinônimo de soberbo. Hoje eu falava na igreja sobre a vaidade e dei como exemplo aqueles crentes que se exaltam na ignorância, ou seja, aqueles que se acham “mais espirituais” porque não estudaram. Falei até em tom de brincadeira, pois toda vez que vejo a ilustração de um sermão sobre a figura do soberbo, o pregador costuma usar o exemplo do “intelectual vaidoso”. Ou seja, sempre quem é dedicado ao estudo é estereotipado como orgulhoso. Ora, a vaidade é parte da natureza humana. Há quem se orgulhe do seu conhecimento? Sim, há. Mas há também que se orgulhe de sua “humildade”! Vide o ex-presidente Lula que sempre exaltava a si mesmo e a sua falta de estudo. Ao mesmo tempo ele falava sobre sua suposta competência. Era a vaidade da ignorância. 

Portanto, é necessária trabalhar contra essa mentalidade anti-intelectual que permeia a igreja evangélica (e pentecostal, especialmente), assim como a cultura brasileira. Cultura essa que nunca deu muito valor para a educação. 

Nota:

[1] É uma pena que uma obra tão importante para o pentecostalismo não tenha tradução em português. 

[2] Ainda que Fee esteja distante da pneumatologia pentecostal, especialmente na relação do Batismo no (ou com) o Espírito Santo como uma segunda experiência para o serviço.
 
 
Gutierres Fernandes Siqueira, 24 anos, é professor de Escola Bíblica Dominical na Assembleia de Deus do Jardim das Pedras (São Paulo, SP). Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e pós-graduando em Mercado Financeiro e de Capitais pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
 
 
 
 
cristão.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SÉRIE - ULTRA PENTECOSTALISMO - O QUE A BÍBLIA PERMITE E A IGREJA PROIBE!

                      

Toda a indiferença nasce no fundamentalismo, onde existe espaço apenas para uma idéia, as pessoas não podem exercer o direito de pensar e com isto refletir suas ações. Muitos usam do fundamentalismo como instrumento de dominação de massa, criando barreiras e defendendo bandeiras próprias onde tudo o que é do contra é considerado como profano. Do modo contrário, Jesus tinha uma facilidade em tornar o sagrado em profano e o profano em sagrado, como na parábola do Samaritano (Lc 10: 25-37). Jesus é o pão da vida (Jo 6:35), que deseja revelar-se ao homem e levá-lo a compreender cada vez melhor o Reino de Deus, que se manifesta entre os homens quando estes através de suas ações diaconais ultrapassam barreiras e em nome do amor proclamam a paz e a liberdade em Cristo. (Gl 5:13). Paradoxalmente algumas denominações evangélicas, pregam uma mensagem  tão dissociada da liberdade, que acabam se tornando igrejas legalistas.                                                                                
            Um pastor e pensador pentecostal, relata em  um de seus livros uma experiência que ocorreu em uma congregação de uma certa Igreja Evangélica na cidade de São Paulo: “O Obreiro fez uma pergunta a uma senhora assentada num dos últimos bancos do recinto, a qual usava um par de brincos. A senhora aí, já é crente? Ela balançou a cabeça positivamente e respondeu: Graças a Deus. Inconformado, o pastor voltou-se aos componentes do coral à sua direita e perguntou-lhes: irmãos, crente usa brinco? Nãããõ! Responderam. Em seguida, dirigiu-se à mocidade: Jovens,crente usa brinco? Nããão! Olhando novamente para aquela irmã, bastante envergonhada e constrangida, o pastor disse aos diáconos: Tragam essa senhora aqui, pois ela precisa entregar a sua vida a Jesus! Os diáconos, também constrangidos, cumpriram a ordem do obreiro local:pegaram a senhora pelo braço e a conduziram a frente do púlpito....” Esse triste episódio relata  o quanto algumas denominações compreendem de forma errônea o processo de santificação que ocorre de dentro para fora e não de fora para dentro! Em Jesus somos livres de todo o julgo e assim devemos procurar ultrapassar a barreira das diferenças e proclamar a Cristo através de nossas ações de Serviço que irão apresentar o Senhor como solução para a sociedade dos dias atuais, pois viver no Espírito no meio de uma sociedade injusta é ter uma vida de vitória.
 
 
 
 

sábado, 5 de outubro de 2013

SÉRIE AVIVAMENTO - 1 - O QUE É AVIVAMENTO!




Avivamento é a necessidade urgente da Igreja, haja vista que quando somos avivados é porque o Senhor gerou em nosso ser um profundo despertamento dos valores da fé cristã. Em tempos de avivamento existe arrependimento , a Igreja não apenas participa do culto, mas adora, nos lares as famílias se reúnem nos cultos domésticos, a igreja se fortalece na palavra e todos buscam a presença do Senhor! Sob a ótica bíblica não é fruto de emoções, mas da ação poderosa do Espírito por meio da palavra, o que desemboca em arrependimento, contrição e quebrantamento! Não significa apenas viver de modo transcendental, mas sim buscar a cada dia uma nova experiência com Deus por meio de sua palavra, é orar até  nos sentirmos esvaziados de nós mesmos, isto é avivamento! É  o resultado inevitável da palavra e da experiência, graças à vida de Deus em nossas almas, é o resgate das verdades bíblicas em nosso coração, é o triunfo da graça em nossa vida e é o resultado de uma busca pela verdade em sua essência! Isto é avivamento!


Pr. Orlando Martins

UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!

Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na soci...