sábado, 16 de novembro de 2013

A DOUTRINA DO DÍZIMO E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O POVO DE DEUS!


Atualmente muitos cristãos não compreendem o porque dizimar e ainda questionam a validade deste ensinamento para os dias hodiernos, contudo o que agem assim, demonstram total falta de conhecimento bíblco, até porque haja vista ser o dizimo totalmente bíblico. A palavra dízimo já estabelece uma quantidade, dez, décimo, o todo dividido por dez. No livro de Malaquias 3.10 está escrito que o cristão deve trazer o dízimo, isto é, 10% de sua renda. Uma quantidade maior, seria uma bênção, porém, menor, poderá caracterizar desobediência ao que Deus determinou como ensinamento "Honra ao Senhor..." Podemos ver em Provérbios 3.9, que o dízimo é uma forma de honrar ao Senhor e devemos aprender a honrá-lo com nossas atitudes e não apenas com palavra. O irmão que realmente entende o ensino da Palavra de Deus, sente prazer em trazer a importância certa para a casa do tesouro, pois sabe que está contribuindo com uma causa muito nobre, a obra de Deus! O mandamento do dízimo vem de Deus. Ele mesmo o estabeleceu e falou ao povo que, em parte esquecido e em parte ganancioso, estava deixando a casa de Deus sem provimento. Alguns até roubavam para gastar nos seus próprios negócios. Muitos crentes não se incomodam com a calçada do templo rachada, com as paredes manchadas, a luz deficiente e as contas vencidas. Jesus validou a instituição do dízimo: "Deveis fazer estas coisas", Mt 23.23. Jesus não disse que os fariseus estavam errados em dar o dízimo. Ele os recriminou por negligenciarem a outra parte da justiça. O escritor aos Hebreus registrou que a igreja pagava dízimo, tanto quanto os sacerdotes: Hb 7.5,8. Portanto, o dízimo não pode ser uma importância arbitrária e ocasional, mas uma contribuição correta e sistemática para a casa de Deus. Pagar o dízimo é uma forma de alcançar maior prosperidade e um privilégio que o SENHOR concedeu a mim e a você para contribuirmos com a sua obra e por conseguinte com a sua casa!

Pr. Orlando Martins 

ESCOLA BÍBLICA 2013


Olá! Foi um sucesso nossa Escola Bíblica 2013 que encerrou na segunda feira e foi uma benção! Os professores, foram os seguintes pastores: Pr. Junior Batista, presidente da AD Mais de Cristo e escritor; Pr. Paulo Cesar Lima do RJ, consultor teológico do conselho de doutrina da AD do Brasil e escritor renomado, Pr. Antônio Siqueira, pastor em Joinville, psicólogo e teólogo, Pr. Assis Pontel, com larga experiência ministerial e pastor Orlando Martins, escritor e diretor da Faculdade Mais de Cristo. O evento contou com aproximadamente 300 matriculados, fora a participação dos membros e congregados, que participaram somente nas aulas-cultos de domingo, tivemos participantes da sede, das extensões da AD Mais de Cristo e de várias denominações! Meu agradecimento primeiramente a Deus, bem como também ao nossos pastores presidentes, Junior Batista e Victória, que por direção divina, proporcionaram a Igreja este momento de aprendizado, aos membros da comissão organizadora do evento, aos obreiros integrados, e a todos os obreiros e irmãos que, direta ou indiretamente, fizeram parte deste momento impar! Deus vos abençoe!

ENTRE OS DIAS 07 E 10 DE MARÇO
CONFERÊNCIA BÍBLICA 2014
COM A PRESENÇA CONFIRMADA DO PASTOR PAULO CESAR LIMA DO RJ

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

31 DE OUTUBRO DE 1517 – DIA DA REFORMA PROTESTANTE

31 DE OUTUBRO – DIA DA REFORMA PROTESTANTE

Infelizmente, nos dias hodiernos muito pouco se fala ou se avalia a cerca da reforma protestante e de seu legado espiritual o que não obstante gerou não apenas mais uma reforma, mas um movimento espiritual que resgatou a igreja do período das trevas, levando o povo à conscientização espiritual. “Igreja reformada, sempre reformando”. Diante do exposto, pudemos refletir a importância das 95 teses da fé que foram fixadas na catedral de witemberg, em um período em que a igreja institucionalizada estava emaranhada pela superstição o que gerou uma igreja que vivia inventando inovações teológicas, como purgatório, indulgência e todo o tipo de amuleto e crendices. Quando Lutero, desafiando o clero e a igreja institucionalizada, fixando as 95 teses da fé cristã, ele não apenas resgatou a igreja do casos teológico, mas devolveu ao povo o direito de ler a palavra e nela buscar direção espiritual, contudo nos dias hodiernos, temos observado claramente que muitos se esquecem dos princípios basilares da reforma, e vivem inventando modismos teológicos que em nada contribuem para a formação bíblica do povo. Entretanto,  imbuídos pelos fundamentos dos reformadores, eu e você devemos ser crentes fundamentados, amar a Igreja, ser fieis a liderança pastoral e em tudo procurar ser parecido com Jesus, nosso modelo maior de espiritualidade, pois ele não veio para ser servido, mas para servir ! Diferentemente dos tempos da reforma, cada crente, possui uma bíblia na mão e o Espírito Santo no coração e ELE nos guia a toda a verdade!

Pr. Orlando Martins 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ARREBATAMENTO DE SENTIDOS: AÇÃO DIVINA OU MODISMO?


Com o advento dos dons espirituais aflorando no meio eclesiástico, nossos púlpitos passaram a respirar carisma e tudo basicamente que nasce nessas tribunas tem ou acaba tendo um fundo carismático e isso é muito importante, porque a obra de Deus deve ser realizada no poder do Espírito. Desta feita vão surgindo experiências entre o povo de Deus,  algumas espirituais, já outras emocionais,  e entre as  mais comuns do atual momento surge o  relato de crentes  arrebatados  aos  céus, e ao  inferno. Os defensores dessas práticas  tomam como base as experiências espirituais dos apóstolos  Paulo e   João, que foram arrebatados  ao céu. Em 2 Co 12.1-6, Paulo relata a sua experiência em um arrebatamento, onde ele ouviu “palavras inefáveis”,que no original grego,significa, “ santo demais para ser revelado”! Já o  apóstolo João foi arrebatado(Ap 1.10), para receber as revelações que hoje é conhecida como o livro do Apocalipse. Essas experiências foram poderosas, contudo tiveram como objetivo a exaltação da glória de Deus e a  edificação do povo,haja vista que  esses apóstolos foram arrebatados com um propósito. Não que esta prática não tenha base bíblica, o grande problema não se encontra na experiência em si, mas em alguns relatos de irmãos que alegam ter passado por ela, já que atualmente vemos exemplos clássicos de irmãos  que foram “arrebatados”, e que por meio de sua revelações,  trouxeram grande prejuízo ao seio da Igreja. Quem não lembra dos relatos dos irmãos que afirmavam que no céu, viram a caixinha, onde ficam guardados as mexas de cabelos cortados pelas irmãs na terra e que no céu um anjo mede o tamanho do cabelo das irmãs com uma trena.  Quem não se lembra de outro famoso  pastor que foi ao inferno, e o diabo disse que a calça jeans era do mal , assim como a maquiagem e outros adornos. Infelizmente, muitos irmãos simples tomaram isso como verdade absoluta! As experiências pessoais são marcas importantes e fazem parte da  histórias do pentecostalismo, desta feita,  cremos piamente em um Deus que se comunica com seus filhos por sonhos, visões, profecias, mas essas experiências são para edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. Como crentes e conhecedores da Teologia Bíblica, devemos analisar alguns conteúdos de dvd´s e livros de irmãos garantindo que foram arrebatados e querem com isso doutrinar a Igreja. Alguns desses conteúdos, não obstante, são eivados de erros doutrinários. Não estou com isso anulando a hipótese de um crente passar por uma experiência de arrebatamento de sentidos, como, por exemplo, passou o apóstolo Paulo (II Co 12) ou o saudoso pastor João de Oliveira. Como reflexão, devemos pensar que o próprio apóstolo não revelou o que viu no paraíso por considerar essas revelações inefáveis, que, no original grego, significa “Santo demais para ser revelado”. Portanto,  precisamos  adequar toda e qualquer experiência com a palavra de Deus, até porque ela é a nossa regra de fé e conduta!


Pr. Orlando Martins     

sábado, 26 de outubro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA SABEDORIA NA VIDA DO CRISTÃO!

      

           
            A verdadeira sabedoria vem do alto (Tg 5.1-5),constituindo-se, naquilo que fazemos com perfeição, pois significa a aplicação correta de um arsenal de conhecimentos.  Primeiramente a sabedoria é implantada por Deus (Tg 3.13-18) na vida de uma pessoa, para que esta possa aplicar de forma correta todo o seu conhecimento espiritual adquirido ao longo de sua caminhada cristã. Como função universal e na falta de sabedoria somos exortados por Deus para pedi-la: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhe impropera; e ser-lhe á concedida” (Tg 1.5). Nosso senhor Jesus prometeu aos seus discípulos boca e sabedoria a que não poderam nem contradizer e nem resistir os que nos opõe (Lc 21.15). Podendo também ser definido como a prudência, habilidade, discernimento e esclarecimento cristão. Indubitavelmente podemos considerar neste requisito a sabedoria adquirida pelo conhecimento da Palavra, pois a fonte da verdadeira sabedoria é a Palavra de Deus: “Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho” (Sl 119:105). “Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos” (Sl 119:99). Na Bíblia, a sabedoria esta correlacionada como o conhecimento (Rm 11:33), servindo de direção e elemento norteador para  todos os cristãos.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da  AD Mais de Cristo

domingo, 20 de outubro de 2013

OS FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL


Para compreendermos o movimento pentecostal, é necessário conhecer as suas raizes e saber que o pentecostalismo não é um movimento sem doutrina, como alguns afirmam, mas um movimento, totalmente embasado na doutrina bíblica e com fruto no dia de pentecostes, mas o que foi esse dia?


Pentecostes vem da palavra grega pentekosté e significa qüinquagésimo


A Festa de Pentecostes acontece sete semanas depois da Páscoa - mais exatamente, 50 dias - e dura um dia. Inicialmente, na "Festa da Colheita", como era conhecida, os judeus ofereciam a melhor parte de suas colheitas a Javé. Depois, passaram a comemorar Pentecostes como a "Festa da Aliança" entre Deus e seu povo. No caminho dos judeus à Terra Prometida, no monte Sinai, o líder Moisés recebeu de Deus as tábuas com os 10 mandamentos. Para os cristãos, essa festa simboliza a descida do Espírito Santo para falar aos apóstolos, a fim de que eles divulgassem suas mensagens a todas as pessoas. Foi nesse momento que a Igreja começou sua missão de evangelização do mundo.
A festa de Pentecoste é assim chamada de Festa da Primícias. O nome dado por Pentecoste foi assim chamado por iniciar 50 (penta) dias depois do término da páscoa. "Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao SENHOR. Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao SENHOR. (Lev. 23:1-29). Todas as festas anunciavam Jesus. No novo testamento quando os Apostolos estavam reunidos com medo de serem mortos assim como Jesus foi, ao mesmo tempo em que jejuavam e oravam a Deus, "e, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

O Pentecostes inaugura a era da Igreja : Empreender uma busca sincera para ser cheio do Espírito Santo e receber os dons do alto é uma atitude correta; o apóstolo Paulo nos orienta desta forma:” Enchei-vos do Espírito “(Ef 5.18)”.

EVIDÊNCIAS DO PENTECOSTALISMO AO LONGO DA HISTÓRIA

Durante o período patrístico, o famoso período dos pais da Igreja, existia uma ênfase muito grande dos dons espirituais, conquanto que a manifestação dos dons espirituais era uma realidade no seio da igreja apostólica, tornando cada culto uma celebração viva da presença de Deus na igreja ( I Co 14:26). Já no século II da era cristã tanto Justino Mártir quanto Hirineu reconheciam que os dons miraculosos continuavam a operar na igreja; Já Tertuliano olhava com bons olhos a operação dos dons e posteriormente converteu-se ao Montanismo, um movimento fundado por Montano que apesar de alguns exageros, ensinava sobre a operação dos dons. João Crisóstomo e Hilário apoiavam a contemporaneidade dos dons miraculosos. Porém, no terceiro século, Constantino assume o controle da igreja e une esta com o governo o que gerou um estado de letargia dentro da comunidade cristã da época, pois muito do paganismo romano foi incorporado ao culto cristão.

CONTROVÉRSIAS

Havendo assim um interesse cada vez menor por parte dos cristãos em estudar os dons, o que gerou várias controvérsias teológicas sobre o uso dos dons após o período apostólico. Agostinho considerado o maior teólogo de todos os tempos no início de sua carreira se opunha veementemente ao exercício dos dons miraculosos, pois defendia o exercício de alguns dons bíblicos como os ministeriais, os de serviço e alguns dons do Espírito Santo, exceto os de poder conhecidos também como miraculosos. Já Tomas de Aquino seu discípulo no século XIII DC considerava os dons como um fator determinante para a Igreja. Ao longo dos séculos, os dons miraculosos foram aceitos entre os discípulos de Montano no século III e entre grupos menores como os quaquers e os grupos de evangelização de fronteira nos Estados Unidos entre os séculos XVIII e XIX. Entre o período pós-patristico e a reforma, houve pouca sistematização do ensino sobre dons e o povo não tinha acesso a Bíblia. Assim com o advento da reforma os dons passaram a ser mais bem compreendidos pela igreja e aceitos, quando Lutero reformou a igreja, João Calvino foi o primeiro teólogo a sistematizar a doutrina do Espírito Santo, sendo conhecido com o teólogo do Espírito Santo e assim alguns dons bíblicos passaram a ser conhecidos e aceitos no meio cristão. Como conseqüência, houve a manifestação poderosa de dons nos ministério de Charles Spurgeom, João Wesley, Finney e Moody. Em seu livro sobre o dom de profecia o destacado professor de Teologia, Wayne Grudem afirma que Charles Spurgeom constantemente exercia o dom de profecia no meio de suas mensagens.

A BUSCA PELOS DONS NO SÉCULO XX


Já os dons miraculosos e a contemporaneidade de todos os dons foram aceitas apenas no início do Século XX, com o surgimento do movimento pentecostal que teve seu início na Escola Bíblica de Topeka em 1904, atingiu a Igreja da Rua Azuza em Los Angeles a partir de 1906 e de lá contagiou todo o cristianismo, chegando ao Brasil em 1911. Este seguramente é o maior reavivamento de todos os tempos, podendo ser conhecido também como uma nova reforma no meio eclesiástico. Após o pentecostalismo, surgiram novos derramamentos do Espírito em vários lugares do mundo e com as mais diversas denominações, levando Igrejas históricas a reverem o seu posicionamento teológico concernente à contemporaneidade dos Dons espirituais. Em suma o movimento pentecostal, nasceu do Espírito para a Igreja e assim deve ser conservado pela mesma ( I Ts 5:20)


AUTOR
Pr. Orlando E.C. Martins

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

POR QUE TANTA RESISTÊNCIA AO ENSINO TEOLÓGICO?

Por Gutierres Fernandes Siqueira
(Publicado com a devida autorização do autor)
 
 
O anti-intelectualismo ainda persiste no pentecostalismo brasileiro. Diminuiu bastante, mas a frente contra o estudo aprofundado é resistente. Vejamos alguns exemplos:

1. Ausência de obras acadêmicas escritas por pentecostais. Infelizmente, é possível contar nos dedos as obras de referência escritas por brasileiros carismáticos. Falta capacidade? Não, alguns pastores assembleianos são eruditos de primeira linha. Agora- não sei bem o porquê- muitos desses eruditos só escrevem obras de “vida cristã” ou alguns livros apostilados.  

Em 2008, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) publicou o livro Teologia Sistemática Pentecostal escrita por autores brasileiros, mas logo se percebe que a obra não tem uma unidade (em tamanho dos textos, no padrão das citações e nas notas bibliográficas etc.). É uma copilação de artigos. Não estou dizendo que a obra seja ruim (pelo contrário, eu recomendo), mas poderia ser bem melhor. Não entenda essa observação como uma crítica aos autores (alguns são meus colegas), mas essas falham mostram uma falta de tradição nessa área.

Exemplo de erudição pentecostal.
A CPAD tem ótimas obras acadêmicas, mas em sua maioria são traduções. Os pentecostais norte-americanos e canadenses não têm esse problema com obras de referência. Eu sempre dou como exemplo o livraço Comentário Bíblico Pentecostal (1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003) editado pelos teólogos French L. Arrington e Roger Stronstad. Outro exemplo interessante de erudição pentecostal é o livro Teologia do Espírito de Deus no Antigo Testamento (1 ed. São Paulo: Loyola, 2008) escrita pelo doutor Wilf Hildebrandt. Stronstad ainda escreveu na década de 1980 aquela que continua a ser a obra de referência da hermenêutica lucana para uma leitura pentecostal. É o livro Charismatic Theology of St. Luke, The: Trajectories from the Old Testament to Luke-Acts [1]. Essa obra foi amplamente debatida no contexto hermenêutico anglo-saxão, especialmente em debates com Gordon D. Fee, erudito em Novo Testamento e pastor das Assembleias de Deus [2].

2. O serviço intelectual é desprezado. Em uma igreja pentecostal você só trabalha para o Reino de Deus se for um missionário transcultural ou um evangelista de praças. O serviço do ensino é simplesmente desprezado. Você pode se esforçar ao máximo, mas a igreja- no geral- não levará isso em conta. Ora, como é possível ignorar que a Grande Comissão envolve a missão evangelizadora, mas também (e igualmente) o discipulado? Outro detalhe importante: os pentecostais esquecem que o ensino bíblico é um dom “espiritual”. “Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine”, diz Paulo em Romanos 12.6-7. Veja que o dom de ensinar é colocado ao lado do dom de profetizar. 

3. Intelectual como sinônimo de soberbo. Hoje eu falava na igreja sobre a vaidade e dei como exemplo aqueles crentes que se exaltam na ignorância, ou seja, aqueles que se acham “mais espirituais” porque não estudaram. Falei até em tom de brincadeira, pois toda vez que vejo a ilustração de um sermão sobre a figura do soberbo, o pregador costuma usar o exemplo do “intelectual vaidoso”. Ou seja, sempre quem é dedicado ao estudo é estereotipado como orgulhoso. Ora, a vaidade é parte da natureza humana. Há quem se orgulhe do seu conhecimento? Sim, há. Mas há também que se orgulhe de sua “humildade”! Vide o ex-presidente Lula que sempre exaltava a si mesmo e a sua falta de estudo. Ao mesmo tempo ele falava sobre sua suposta competência. Era a vaidade da ignorância. 

Portanto, é necessária trabalhar contra essa mentalidade anti-intelectual que permeia a igreja evangélica (e pentecostal, especialmente), assim como a cultura brasileira. Cultura essa que nunca deu muito valor para a educação. 

Nota:

[1] É uma pena que uma obra tão importante para o pentecostalismo não tenha tradução em português. 

[2] Ainda que Fee esteja distante da pneumatologia pentecostal, especialmente na relação do Batismo no (ou com) o Espírito Santo como uma segunda experiência para o serviço.
 
 
Gutierres Fernandes Siqueira, 24 anos, é professor de Escola Bíblica Dominical na Assembleia de Deus do Jardim das Pedras (São Paulo, SP). Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e pós-graduando em Mercado Financeiro e de Capitais pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
 
 
 
 
cristão.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SÉRIE - ULTRA PENTECOSTALISMO - O QUE A BÍBLIA PERMITE E A IGREJA PROIBE!

                      

Toda a indiferença nasce no fundamentalismo, onde existe espaço apenas para uma idéia, as pessoas não podem exercer o direito de pensar e com isto refletir suas ações. Muitos usam do fundamentalismo como instrumento de dominação de massa, criando barreiras e defendendo bandeiras próprias onde tudo o que é do contra é considerado como profano. Do modo contrário, Jesus tinha uma facilidade em tornar o sagrado em profano e o profano em sagrado, como na parábola do Samaritano (Lc 10: 25-37). Jesus é o pão da vida (Jo 6:35), que deseja revelar-se ao homem e levá-lo a compreender cada vez melhor o Reino de Deus, que se manifesta entre os homens quando estes através de suas ações diaconais ultrapassam barreiras e em nome do amor proclamam a paz e a liberdade em Cristo. (Gl 5:13). Paradoxalmente algumas denominações evangélicas, pregam uma mensagem  tão dissociada da liberdade, que acabam se tornando igrejas legalistas.                                                                                
            Um pastor e pensador pentecostal, relata em  um de seus livros uma experiência que ocorreu em uma congregação de uma certa Igreja Evangélica na cidade de São Paulo: “O Obreiro fez uma pergunta a uma senhora assentada num dos últimos bancos do recinto, a qual usava um par de brincos. A senhora aí, já é crente? Ela balançou a cabeça positivamente e respondeu: Graças a Deus. Inconformado, o pastor voltou-se aos componentes do coral à sua direita e perguntou-lhes: irmãos, crente usa brinco? Nãããõ! Responderam. Em seguida, dirigiu-se à mocidade: Jovens,crente usa brinco? Nããão! Olhando novamente para aquela irmã, bastante envergonhada e constrangida, o pastor disse aos diáconos: Tragam essa senhora aqui, pois ela precisa entregar a sua vida a Jesus! Os diáconos, também constrangidos, cumpriram a ordem do obreiro local:pegaram a senhora pelo braço e a conduziram a frente do púlpito....” Esse triste episódio relata  o quanto algumas denominações compreendem de forma errônea o processo de santificação que ocorre de dentro para fora e não de fora para dentro! Em Jesus somos livres de todo o julgo e assim devemos procurar ultrapassar a barreira das diferenças e proclamar a Cristo através de nossas ações de Serviço que irão apresentar o Senhor como solução para a sociedade dos dias atuais, pois viver no Espírito no meio de uma sociedade injusta é ter uma vida de vitória.
 
 
 
 

sábado, 5 de outubro de 2013

SÉRIE AVIVAMENTO - 1 - O QUE É AVIVAMENTO!




Avivamento é a necessidade urgente da Igreja, haja vista que quando somos avivados é porque o Senhor gerou em nosso ser um profundo despertamento dos valores da fé cristã. Em tempos de avivamento existe arrependimento , a Igreja não apenas participa do culto, mas adora, nos lares as famílias se reúnem nos cultos domésticos, a igreja se fortalece na palavra e todos buscam a presença do Senhor! Sob a ótica bíblica não é fruto de emoções, mas da ação poderosa do Espírito por meio da palavra, o que desemboca em arrependimento, contrição e quebrantamento! Não significa apenas viver de modo transcendental, mas sim buscar a cada dia uma nova experiência com Deus por meio de sua palavra, é orar até  nos sentirmos esvaziados de nós mesmos, isto é avivamento! É  o resultado inevitável da palavra e da experiência, graças à vida de Deus em nossas almas, é o resgate das verdades bíblicas em nosso coração, é o triunfo da graça em nossa vida e é o resultado de uma busca pela verdade em sua essência! Isto é avivamento!


Pr. Orlando Martins

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

OS PILARES DO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO

  Willian Menzies, teólogo e pastor pentecostal, destaca 8 grandes caracteristicas que marcam o movimento pentecostal

- Enchimento do Espírito Santo
- Compromisso com evangelismo e missões
- Fé firme
- Expectativa do arrebatamento da Igreja
- Santidade
- Adoração
- Comunhão enriquecedora
- Autoridade da Bíblia

Pentecostalismo clássico é a identidade das Igrejas que se identificam com o movimento pentecostal, que possui sólida teologia!
 
Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Mais de Cristo
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SÉRIE DISCERNIMENTO ESPIRITUAL - MODISMOS NEOPENTECOSTAIS E ULTRA PENTECOSTAIS


  1. Em cada época há uma nova “moda”, tanto nos usos e costumes como nas realidades espirituais. Nos tempos da Igreja primitiva apareceram os gnósticos e os judaizantes, que por um longo período de tempo geraram muitos problemas no seio da igreja do primeiro século, sendo que com o passar do tempo esses grupos desapareceram, mas, contudo surgiram outros iguais ou piores. Atualmente entre as promoções mais famigeradas da época em que vivemos algumas são contrários aos fundamentos defendidos tanto pelas Igrejas históricas, como pelas pentecostais. Como crentes equilibrados e estudantes da palavra devemos em tudo buscar o discernimento o que gera crescimento e maturidade! Contudo como hoje existe uma vasta gama de linhas de pensamentos por ai, também cresce o número de ensinos distorcidos e desta feita vão surgindo alguns enlatados teológicos que são egressos principalmente do meio neopentecostal!

    - Quebra de maldição hereditária
    - Regressão psicológica
    - Culto aos anjos
    - Misticismo
    - Teologia do domínio ( uso excessivo da batalha espiritual, tudo é demônio!)
    - Uso de amuletos
    - Teologia da prosperidade ( Jesus nos prospera, mas não com barganha!)
    - Confissão positiva ( Creio na fé, mas não no positivismo)
    - Modismos

    Entretanto nem toda a Igreja neopentecostal defende estes pontos de vistas, contudo são mais comum dentro desta linha teológica

    Outro grupo que temos que cuidar é com o ultra-pentecostal, que possui ligação estreita com o neo-pentecostalismo. Estes defendem veementemente também

    - Excesso de profecias e revelações, querendo substituir a palavra no culto, (Existe a profecia e a profetada!)
    - Meninice
    - Legalismo exacerbado
    - Ultra espiritualização
    - Bíbliomancia

    A Base do pentecostalismo é a palavra, desta feita, cremos no equilíbrio entre os dons, o poder do Espírito Santo e o Fruto do Espírito que são expressões do caráter de Cristo em nossas vidas!

    Pr. Orlando Martins

sábado, 31 de agosto de 2013

O PODER DO ESPÍRITO SANTO!





 Muitos não compreendem, mas,  existe um poder a disposição da Igreja, sendo este o mesmo  poder que conduziu os personagens bíblicos, que os motivou em cada batalha e que sempre conduziu a Igreja a vitória. Esse poder, é o mesmo que no dia de Pentecostes, veio sobre os quase 120 discipulos no cenáculo e que impulsionou a Igreja primitiva e deu forças a cada cristão para suportar as perseguições e aflições tão comum naqueles dias. Esse poder, embora secreto para alguns, é mais real do que imaginamos, pois envolve não apenas um seleto grupo de pessoas, mas todo aquele que tiver sede e fome da presença de Deus! Em suma, este poder é  a unção do Espírito Santo que nos foi ensinada  através da narrativa bíblica, tanto no AT, quando era aspergida através de um precioso óleo aromático composto por 12 especiarias sobre sacerdotes, reis, juízes e profetas, como pela própria presença do Espírito Santo no NT. A Unção do Espírito é um revestimento que todo o cristão recebe para o ministério e que o habilita para a vida cristã!  Em suma, o Espírito Santo, conduz a Igreja a toda a verdade (I Co 14:26), pois ele é o Espírito da verdade, ou seja é impossivel termos uma vida cristã plena sem a presença do Espírito Santo.


Att,

Pr. Orlando Martins
 
 
 

sábado, 17 de agosto de 2013

RECONHECEREMOS NOSSOS IRMÃOS NO CÉU?


Naturalmente que sim. Dentre muitos outros textos que afirmam esta verdade, citaremos: "Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugar à mesa, com Abraão, Isaque e Jacó no reino, dos céus" (Mt 8.11); "E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele" (Mt 17.3); "E quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos de clarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó; Ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos", Mt 22.31-33. "No Hades ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio", Lc 16.23. Abraão, Isaque e Jacó estarão em pessoa no reino dos céus e serão por nós reconhecidos. Moisés e Elias foram reconhecidos no monte da transfigu ração pelos apóstolos. Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, o que indica que estaremos no Céu em nossos corpos glorificados. Ressurreição significa reviver o mes mo corpo, embora glorificado. O rico reconheceu Abraão e Lázaro. Se não nos reconhecêssemos no Céu, isto seria para nós contraproducente, pois o que almejamos é vermo-nos na Glória. Se no Céu houvesse inconsciência do passado, parece-nos que pouco adiantaria estar ali. O grandioso, o sublime é estarmos ali conhecendo o plano de Deus e vendo o cumprimento dele. Lá, sem dúvida, haveremos de conhecer em pessoa todos os heróis da fé que hoje co nhecemos pela Bíblia. Lá veremos os nossos irmãos junto aos quais lutamos neste mundo a boa peleja da fé.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Jornalista, professor de teologia e palestrante
pr.orlandomartins@gmail.com

terça-feira, 25 de junho de 2013

SÉRIE VERDADES DA PALAVRA - A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO!


Se o Espírito Santo existe como ser divino, Ele não é uma parte deste, mas é o próprio Deus Espírito . Ele tem existência própria, mas isto não significa que esteja separado da divindade. As pessoas da Trindade são distintas em suas manifestações, mas pertence a mesma essência indivisivel e eterna. O Espírito Santo não se originou em nada e em ninguém, pois tem origem em si mesmo. Ele é a expressão da unicidade de Deus. Ele é eterno, assim como o pai e o filho, não tem inicio e não terá fim. Para o cristão a verdadeira vida começa no Espírito no momento que este nasce de novo e o novo nascimento é um nascimento do Espírito, até porque ele é o Espírito da vida e é ele quem dá vida às nossas almas mortas. (Jo 3:3-8). O Espírito Santo é a terceira pessoa da trindade, o parakleto da Igreja, aquele que nos guia a toda a verdade. A sua essência é de santidade e assim como ele é santo, ele opera em cada cristão o glorioso processo da santificação, sendo esta a sua missão primordial.

Pr. Orlando Martins

quarta-feira, 19 de junho de 2013

CRENTES POSSESSOS? A NOVA HERESIA!


Tem se tornado comum em alguns segmentos neopentecostais, a realização de cultos com o intuito de quebrar a maldição ou expulsar demônios de crentes, contudo esta prática é no minimo questionável a luz das santas escrituras. Em seu ministério terreno, Jesus nunca expulsou demônio de seus seguidores ou dos seus discípulos, mas sim dos incrédulos, contudo hoje muitos cristãos creem que muito dos seus infortunios na vida se deve ao fato de não terem sido libertos e assim vivem uma espécie de pânico de tudo e de todos, se isolam, entram em depressão e acabam por desenvolver uma série de lutas internas e é neste momento que o adversário de nossas almas se aproveita para lançar duvidas na mente destes irmãos acerca de sua conversão. Bíblicamente falando o cristão "genuino" pode passar pelo processo de opressão mas nunca o de possessão. Meu amado irmão, se você confessou a Cristo como seu SENHOR e SALVADOR e teve os seus pecados perdoados, naquele momento você foi liberto: "Todo aquele que é nascido de Deus, não vive em pecado, antes de Deus é gerado e o maligno não lhe toca". Contudo alguns parecem porque não compreenderam os fundamentos da fé e se esquecem que só se vence as obras da carne mediante o Fruto do Espírito que são expressões do caráter de Cristo em nossas vidas . Diante desta falta de entendimento, vivem aflitos, com medo, curtindo o passado e se esquecendo que em Cristo somos novas criaturas. Contudo amado irmão se você se encontra nesta situação, preste bem atenção neste texto, pois Ninguém pode amaldiçoar aquilo que Deus abençoou e você no momento que se converteu se tornou uma nova criatura. Para que possamos compreender bem esta realidade, vamos avaliar uma famosa história bíblica: Quando Balaque, rei de Moabe estava em guerra com Israel, ele contratou o vidente Balaão para amaldiçoar ao povo hebreu. No entanto esse nas suas idas e vindas com Deus, tentou amaldiçoar Israel, mas todas às vezes Deus não o permitiu: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel…” - Números 23:23. Sendo que ninguém pode amaldiçoar aquilo que Deus santificou. Quando uma pessoa aceita a Jesus e tem os seus pecados perdoados, não importa o seu passado e sim que a partir daquele momento ele é marcado pela proteção divina, e nenhuma maldição do passado, ou hereditária tem poder sobre a sua vida, pois ele se tornou filho de Deus, e qual o pai que não vai proteger os seus filhos? : “ pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti” – Is 49:15. Quem esta em Cristo esta protegido pelo sangue de Jesus. "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado". - 1 João 1:7. Cristo riscou a cédula que era contra nós, cravando-a na cruz (Cl 2:14) e que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1). Não olhe para o seu passado, pois quem esta em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já se passaram e eis que tudo se fez novo (II Co 5:17). Em Cristo, somos livres de toda a condenação de nosso passado, sendo que a responsabilidade da salvação é individual, devendo cada cristão buscar desenvolver o fruto do Espírito que são expressões do caráter de Cristo em nossas vidas.
 
Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Palestrante e jornalista

terça-feira, 18 de junho de 2013

TEOLOGIA DO OBREIRO - COMO SER UM DIACONO APROVADO?


                   O título de diácono refere-se ao ofício do serviço voluntário que envolve áreas como a visitação domiciliar e tarefas voltadas para o serviço como assistente dos ministros e é uma herança do judaísmo, pois toda a sinagoga contava com três diáconos, que em hebraico significa parnasim. Este ofício foi citado primeiramente para que estes servisse...m à mesa e distribuíssem a alimentação entre as viúvas dos helenistas (At 6:1), visto que estes reclamavam por entender que havia uma espécie de desprezo às suas viúvas. O problema não era o desprezo, mas sim uma barreira cultural e idiomática. Para suprir uma situação específica, os apóstolos constituíram sete homens que falavam grego para que pudessem servir às mesas, pois os apóstolos precisavam se concentrar na pregação e no ensino da Palavra. (At 6:2).
                 O Serviço Cristão é o caminho para a verdadeira espiritualidade, pois nele encontramos o caminho da maturidade espiritual que não deve ser encarado como um fim em si mesmo. Afinal crescemos para nos doar em prol dos outros e com isto experimentar o caminho da humildade: Servir.
Entre os sete diáconos encontramos Felipe que primeiramente fora escolhido para este importante serviço. Todavia Felipe recebeu o dom ministerial de evangelista e assim tornou-se um grande pregador da palavra (At 8: 1-25). Entretanto antes de ser um pregador, Felipe era um servo aprovado, pois compreendeu que todo o obreiro deve aprender a servir tanto as viúvas como no ministério da pregação.

                Infelizmente muitos não compreendem esta premissa e querem pregar sem antes se preparar, diferentemente de Jesus que se preparou começando o seu ministério com trinta anos ou o apóstolo Paulo que antes de iniciar o seu ministério esteve três anos no deserto da Arábia aprendendo aos pés do Senhor. Para o bom desempenho da diaconia urge analisarmos os três principais requisitos para o desempenho deste serviço local, que se encontra no livro de Atos dos Apóstolos capítulo seis, versículo três, que nos ensina que o diacono precisa ser de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria!

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Palestrante e professor de Teologia

domingo, 9 de junho de 2013

O ENCONTRO COM A ESPERANÇA!


 O Apóstolo Paulo foi um grande exemplo de homem preparado, versado e culto, falava e escrevia fluentemente 8 idiomas, tendo sido considerado um dos maiores mestres do judaismo do seu tempo. Ensinado aos pés do grande Gamaliel, Paulo foi o melhor aluno das 48 sinagogas judaicas de Jerusalém, sendo ele considerado fariseu dos fariseu, e destacava-se muito como lider, até porque fazia parte do Sinédrio, até porque éra um homem a frente do seu tempo. Entretanto, após tantas idas e vindas com a religião de seu tempo, Paulo teve um encontro que mudou radicalmente a sua vida e maneira de ver o mundo, ele conheceu aquele em que todos os tesouros da sabedoria e do entendimento estão escondidos e neste exato momento, ele teve uma experiência não com a religião, mas com Jesus, a verdadeira luz. Esta experiência o levou a desconstruir muitos conceitos, quebrar paradigmas e acima de tudo aprender, desaprender e reaprender tudo novamente na escola da provação. Este encontro poderoso que Paulo o ápostolo dos gentios teve com Cristo, revela-nos claramente que todo o homem deve buscar diriamente uma experiência profunda com Deus e que isto servirá de base para toda a sua vida! Lembre-se que não existe nada mais poderoso do que a presença de Deus e que esta presença nos conduz ao verdadeiro descanso e ao equilibrio em todas as areas: "Aquietai-vos e sabeis que eu sou Deus" - Sl 46:10. Até porque: "Sem mim nada podeis fazer" - Jo 15:5. Que esta mesma experiência que trouxe direção a vida de Paulo e o tornou um grande apóstolo , possa trazer lucidez e paz a todos aqueles que necessitam de direção, pois o Nosso Senhor Jesus está de braços abertos, aguardando a todos : "Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei" - Mt 11:28.
 
Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Jornalista e Professor de Teologia

terça-feira, 4 de junho de 2013

PORQUE NÃO GUARDAMOS O SÁBADO?


Muitos cristãos quando são confrontados pelos sabatistas não sabem responder o porque não guardamos o sábado como preceito de salvação e acabam ficando constrangidos por não terem uma resposta para debater sobre a guarda do sábado nos dias de hoje, sendo que a Bíblia é muito clara que a guarda do sábado como mandamento pertencia ao antigo concerto e não ao novo. Infelizmente muitos por falta de conhecimento acabam sendo influenciado pelos sabatistas e por fim largam suas denominações seja ela tradicional, pentecostal ou neopentecostal e vão se membrar em uma Igreja sabatista. Querido irmão, quando lemos a Bíblia com cuidado, logo acabamos por interpreta-la com equidade e seriedade e assim não somos influenciados por nenhum ensinamento estranho a fé cristã, até porque estamos no novo concerto, na nova aliança e nossa salvação não se encontra condicionada com a guarda de um dia, mas com a santidade sem a qual ninguém verá a Deus!

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Jornalista e Professor de Teologia
Contatos para palestras, pregações  e estudos (48)41051665


 

A GUARDA DO SÁBADO É PARA OS DIAS DE HOJE?

          
               Para que possamos compreender bem o porque não guardamos o sábado, vamos tentar entender como vivia um judeu naquele tempo em todos habitantes da Judéia guardavam não apenas o sábado, mas também se cincuncidavam, liam a Tanach (Bíblia hebraica), guardavam as festas judaicas e não comiam certos de tipos de alimentos, como qualquer habitante comum que res...peitava as leis exclusivas daquele tempo para o povo judeu . Jesus respeitava muito os costumes locais, a ponto de ter sido circuncidado por seus pais ao oitavo dia! Entretanto por que os guardadores do sábado atualmente não fazem o mesmo e não se circuncidam? Já que querem viver na Lei, estes devem se lembrar que guardar a lei não é apenas observar os dez mandamentos. Estes são apenas um resumo da lei mosaica. Veja o que o apóstolo Tiago disse: “qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos” (2.10). Ou você querido sabatista guarda toda a lei, ou você esta tropeçando! A posição de Cristo Jesus sobre o sábado é clara. Leia Mateus 12.1-14. Ele nunca ensinou os seus discípulos a guardarem o sétimo dia, nunca foi um costume do mestre ou dos seus apóstolos. Por que Ele não fez isso, já que tal mandamento é tão importante? Ora se fosse tão relevante o próprio Cristo teria destacado este mandamento você não acha! Ao ser questionado pelos religiosos, Ele não fez a mínima questão de salientar que o tal mandamento é atemporal e aplicável à sua Igreja. Ele preferiu responder como outra pergunta: “É lícito no sábado fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? E eles [os fariseus] calaram-se” (Mc 3.4).

Convém salientar que a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc 16.16). O aludido profeta viveu no período neotestamentário, mas o seu ministério obedeceu aos parâmetros vigentes no Antigo Testamento, até porque haja vista João Batista foi considerado o ultimo profeta ao estilo do AT. Com a manifestação do Verbo de Deus, além do ministério profético veterotestamentário, a lei mosaica deixou de vigorar. Ele inaugurou um novo tempo a dispensação da graça ou do Espírito! A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo 1.17; Rm 10.4). Meditemos em Gálatas e tenhamos cuidado com o “outro evangelho” (1.6-12).Querido irmão, quando lemos a Bíblia com cuidado, logo acabamos por interpreta-la com equidade e seriedade e assim não somos influenciados por nenhum ensinamento estranho a fé cristã, até porque estamos no novo concerto, na nova aliança e nossa salvação não se encontra condicionada com a guarda de um dia, mas com a santidade sem a qual ninguém verá a Deus!


Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD Bom Retiro em Florianópolis
Jornalista e Professor de Teologia

domingo, 3 de março de 2013

O QUE É LEALDADE?


Como estudantes da palavra e cristãos fundamentados, devemos guardar os princípios éticos ensinados por Jesus, como por exemplo, o ensino sobre lealdade e fidelidade, muito difundido nos escritos bíblicos, sejam eles de cunho prático ou doutrinário. Quando exerceu o seu ministério terreno, Cristo sempre fez questão de ressaltar a importância da coerência entre o discurso e a prática, confrontando o homem a demonstrar uma postura moral condizente com os valores expostos na Bíblia e que tornam o cristão leal a verdade e aos princípios defendidos pelo cristianismo, o que corrobora com o evangelho puro e simples. Contudo, infelizmente, temos observado muitas pessoas que não são leais, que esquecem os princípios da simplicidade, do companheirismo e da comunhão e na primeira oportunidade que surge, são desleais e negam com suas práticas os valores da verdade. Contudo, quando compreendemos a proposta do evangelho, nos mantemos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor e não cedemos às tentações que sempre surgiram (I Co 15:51, 52). Devemos ser fieis ao Senhor em todas as áreas de nossas vidas. Quando somos leais a Deus, também somos leais a nossa família, aos nossos pastores, a nossa Igreja, aos nossos líderes, ao nosso ministério, aos nossos empregadores, enfim a todos aqueles que nos lideram, seja no campo ministerial, profissional e familiar e não cedemos a nenhum tipo de “oportunidade”. Seja você alguém leal, nunca negocie os valores centrais da fé, e jamais sucumba a nenhum tipo de tentação, sedução ou facilidades financeiras. Em suma, quanto mais cheios da palavra somos, mais leais nos tornamos, e temos como nosso grande paradigma, Jesus Cristo.

Li e recomendo a todos a leitura do excelente livro: Lealdade e deslealdade do pastor Dag Mills, editado pela editora: Central Gospel. Nessa obra o pastor Dag,aborda a importância de sermos leais sempre!
 
Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD do BOM RETIRO em Florianópolis
Escritor, palestrante e diretor da Faculdade Mais de Cristo

sexta-feira, 1 de março de 2013

QUEM FOI QUE DISSE QUE NOÉ LEVOU 120 ANOS PARA CONSTRUIR A ARCA?



Muitos cristãos creem piamente que Noé levou 120 anos construindo a Arca, contudo devemos analisar o texto bíblico, para que possamos realmente ver se Noé levou 120 anos ou não para construir essa grande Arca. Desta feita, iremos avaliar o texto comumente usado por todos que é o de Genêsis 6:3:" "Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem. porque ele também é carne. porém os seus dias SERÃO CENTO E VINTE ANOS". Esse versículo fala claramente da duração da vida humana, pois até então as pessoas viviam por MUITO tempo! . Nesse texto, o Senhor não falou de um dilú­vio, nem da arca, mas da vida humana. Portanto, podemos concluir que Noé não levou 120 anos construindo a arca,e que como estudantes da palavra,devemos interpretar todo e qualquer versículo a luz do seu contexto.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD do BOM RETIRO em Florianópolis
Palestrante e escritor

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SÉRIE VERDADES PENTECOSTAIS - OS DONS DE CURAR


Os Dons de curar é a capacidade especial concedida a alguns membros do corpo de Cristo para que estes sejam usados em diversas facetas da cura divina, o que engloba diferentes tipos de enfermidades; podendo ser definidos como a atuação sobrenatural de Deus sobre o corpo humano, dissolvendo suas enfermidades e tirando assim suas dores para curá-lo. Analisando historicamente o contexto de cura divina à luz da Bíblia, pode-se claramente observar que houve três grandes períodos de efusão de milagres: 

1) – Durante o ministério de Moisés, no êxodo;
2) - Nos ministérios de Elias e Eliseu;
3) - No ministério de Jesus e dos apóstolos.

No Antigo Testamento, claramente, podemos observar que a cura divina manifestava-se nas promessas (Dt 7:15).
Já no Novo Testamento : No ministério de Jesus, encontramos relatadas precisamente 35 curas, sendo que algumas delas encontram-se registradas nas seguintes passagens: (Mt 8.2-4, 14-17, 5-13, 9.1-8,20-22,27-31,20: 29-34). Encontramos facetas deste precioso dom na missão dos doze discípulos (Lc 9:1); dos Setenta (Lc 10:9), na Grande Comissão (Mc 16:15, 16) e no período da igreja apostólica onde as curas acompanhavam a pregação do evangelho, como no caso da cura do coxo (At 3:18) e de Enéias (AT 9:33, 34). Entretanto, a Bíblia desafia a todos os cristãos a orarem pelos enfermos (Mc 16.18) e usar a fé fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus!
 
Pr.Orlando Martins

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS!


O Espírito Santo é uma realidade viva e presente na vida da Igreja do Senhor Jesus Cristo, entretanto Ele não é uma força ou energia, mas uma pessoa que Deus enviou para que este efetue a obra de regeneração na vida do pecador, e opere a santificação no crente. “E eu rogarei ao pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” – Jo 14:16. O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade Santíssima e, à semelhança do pai e do filho, é Deus. A palavra espírito no AT vem do hebraico, a transliteração é “ruach”, que significa “vento”. Já no NT o vocábulo vem do grego “pneuma” que significa “vento, hálito ou respiração”. Ambos os termos possuem correlação com a ação divina (Jo 3:8). Ele não é fruto de emoções ou de qualquer sensação, mas Deus presente em nossas vidas, portanto quanto maior compreensão das verdades bíblicas, mais o Espírito Santo derrama sobre nossas vidas, o seu precioso fruto, o que por conseguinte gera uma vida cristã mais dinâmica e cheia da presença de Deus.

Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do BOM RETIRO em Florianópolis
Jornalista e professor de Teologia

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRISTÃO!


A Oração é muito importante na vida de qualquer cristão, sendo que quando oro eu falo com Deus e quando eu leio a Bíblia, Deus fala comigo. Você tem falado com Deus através da oração? Não podemos ter intimidade com quem não nos relacionamos.O Povo judeu por tradição orava três vezes ao dia, na hora terceira que corresponde às nove horas da manhã, na hora sexta que corresponde ao meio dia e na hora nona que corresponde às três horas da tarde. Os povos da Igreja primitiva além de cumprir este ritual no templo, oravam em outros períodos para que o Senhor derramasse suas bênçãos. Podemos tomar como exemplo o período de dez dias de oração para a descida do Espírito no dia de Pentecostes: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e suplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1.14). A oração persistente e com fé é um destaque na igreja primitiva, sendo esta oração uma resposta ao mandamento de Jesus de esperar em Jerusalém, pela descida do Espírito Santo. Deus nos responde quando oramos com propósito (II Cro 6.36-39 e Dn 7.10); mas precisamos saber entender tanto o sim como o não de Deus. Muitos cristãos hoje por falta de entendimento oram de qualquer maneira. Deve o cristão buscar orar corretamente, sempre aprendendo esta premissa pela palavra de Deus: “Senhor ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos”(Lc 11.1). Devemos compreender que a oração é um precioso exercicio de espiritualidade, pois quando oramos nos esvaziamos de nós mesmos, e nos aproximamos de Deus.
 
Pr. Orlando Martins

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SAULO VIROU PAULO ?



É muito comum no meio cristão achar que antes de sua conversão o apóstolo Paulo, chamava-se Saulo e que depois Deus mudou o seu nome, inclusive até um respeitado hino evangélico conta com esse refrão. Contudo, por mais que possamos entender a máxima de que a voz do povo é a voz de Deus, e que se todos falam a mesma coisa é porque realmente essa é a verdade, devemos nesse caso pelo menos refletir com mais cuidado se realmente Saulo transformou-se em um Paulo. Saulo: Nasceu em Tarso da Cilicia, Êle era filho de uma família judaica, da tribo de Benjamim, fariseu, era aluno assíduo na sinagoga de Jerusalém, sendo o mais destacado entre todos os aprendizes que haviam nas 48 sinagogas da época, tendo Gamaliel, como seu professor. Portanto, crescia Saulo como um homem sábio e destacado, fariseu dos fariseus, sendo muito ligado à sinagoga. Era membro do Sinédrio, uma espécie de Assembleia constituinte da época, sendo que quando Estevão morreu apedrejado, ele segurou a capa, ou seja, demonstrava a sua liderança, pois quando alguém segurava a capa, era um líder. Dentro desse contexto é que surge a duvida se realmente Saulo virou Paulo: Ao se converter no caminho de Damasco, Saulo tornara-se verdadeiramente um novo homem, contudo ele passa agora a não se relacionar tanto com a comunidade judaica, mais vai paulatinamente se relacionando mais com os gentios, a partir do seu chamado em At 13. A verdade é que em nenhum lugar das Escrituras encontramos menção de Paulo ter mudado de nome. O que a Bíblia diz é o seguinte: “Todavia, Saulo, também chamado Paulo…” (At 13.9). Até este versículo, o apóstolo é chamado de Saulo; a partir de então passa a ser chamado de Paulo. Se repararmos cuidadosamente o versículo em pauta, veremos que Lucas, o autor da narrativa diz que Saulo TAMBÉM era chamado Paulo. Ou seja, não houve uma troca de nomes, o que de fato a Bíblia diz, era que ele tinha DOIS NOMES DIFERENTES, fato considerado comum para um judeu que também tinha cidadania romana, como era o caso de Paulo (At 16.37,38 e 22.25,26). Saulo era o seu nome hebraico; enquanto a Bíblia retrata a relação do apóstolo com os judeus, este nome aparece – mesmo depois da conversão (O nome não mudou por causa da conversão). Porém , quando enviado em sua viagem missionária para desenvolver a sua missão entre os gentios, Lucas relata que Saulo TAMBÉM era chamado Paulo, seu nome romano, ou seja, de relacionamento com os gentios. Para finalizar o tema, concluímos que Saulo não virou Paulo, mais que ambos os nomes eram empregados em situações e contextos diferentes.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD do BOM RETIRO em Florianópolis
Professor de Teologia, EBD e escritor

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A VERDADEIRA RELIGIÃO

           A base ética do cristianismo é o Sermão do Monte (Mt 5, 7:39), e dentro deste sermão, proferido por Jesus aos seus discípulos, encontramos a oração do Pai Nosso (Mt 6:9-15), que foi ensinada para demonstrar o simples caminho da ética nas relações sociais do Homem para com Deus, e do Homem para com o próprio Homem. O Pai Nosso apresentou, através da religião pura e verdadeira, o Reino de Deus: "Venha o Teu Reino. Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no céu." (Mt 6:10). O Reino de Deus se manifesta na Terra quando os Homens passam a fazer a vontade de Deus. Em sentido presente, este Reino se manifesta onde quer que Ele seja adorado e seguido (Mt 12:50); (Lc 16:16).Somos Reino de Deus quando manifestamos o Fruto do Espírito, através de atitudes que corroborem com a beneficência das pessoas. E é dentro deste contexto que Tiago faz uma comparação entre uma língua descontrolada e um coração enganoso como bases para uma religiosidade sem vida (Tg 1:26). Contudo, em contrapartida, a verdadeira religião (Tg 1:27) resulta em práticas de vida cristã que apresentem o amor como base do cristianismo simples e puro.
 
Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do BOM RETIRO em Florianópolis
Palestrante e escritor

domingo, 17 de fevereiro de 2013

AMOR AGAPE - A BASE DA VIDA CRISTÃ!

No original grego a palavra amor possui vários significados, contudo como virtude principal e inicial do fruto do Espírito o amor aqui relatado é o ágape, ou seja, o amor divino. Este amor emana de Deus para o homem, pois o Senhor é a fonte de todo o amor (I Jo 4.8). Nós o amamos porque ele nos amou primeiro, e se somos regenerados pela sua graça e justificados pela fé, recebemos o amor de Deus que excede a todo o entendimento (Ef 3.18). Esse conjunto de beatitudes, resume-se de forma indelével nos dois principais mandamentos da lei que foram enfatizados nos ensinamentos de Jesus: “Amarás ao Senhor, teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27). Agindo segundo este ensinamento, passaremos realmente a possuir a plataforma para as outras virtudes do fruto do Espírito e cumpriremos cabalmente a religião verdadeira: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se da corrupção do mundo.” (Tg 1.27). Mediante este ensino confrontador de Tiago, devemos amar ao próximo, como a nós mesmos, pois mesmo se eu falasse a língua dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine (I Co 13.1). Analisando estes versículos sintomaticamente concluímos que o caminho para a santificação é a manutenção diária do fruto do Espírito Santo que tem como plataforma principal o amor

Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do Bom Retiro

sábado, 16 de fevereiro de 2013

REDESCOBRINDO AS ALEGRIAS DE DOMINGO PELA MANHÃ


Talvez, você seja um daqueles crentes que, aos domingos, vêm à igreja apenas à noite. Quem sabe, você usa o horário da manhã para dormir um pouco mais, cuidar de afazeres domésticos, ir ao supermercado, shopping, praia, etc. Mas saiba que às manhãs dos domingos, acontece na igreja um dos mais importantes momentos para a sua vida espiritual: a escol...a dominical. Nela, você estará mais apto a desempenhar as atividades na obra de Deus; onde você terá oportunidades para descobrir dons e talentos. Por tudo e isso e muito mais, convidamos você para ir à Escola Bíblica Dominical, pois nela, assim como nos demais cultos a palavra de Deus é ensinada e praticada, fazendo com que o avivamento aconteça em sua vida.

Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do Bom Retiro
Professor de EBD

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

COMPREENDENDO O DOM DE PROFECIA

Como servos de Deus e conhecedores da verdade, devemos buscar os benefícios espirituais que o Senhor tem derramado sem medida sobre a sua Igreja e dentre essas bênçãos, destacam-se os dons espirituais. Todos os dons são importantes e não existe dom melhor ou pior, contudo entre o povo evangélico fala-se muito no dom de profecia, que embora incompreendido por alguns e supervalorizado por outros, é de suma importância para o corpo de Cristo. A palavra hebraica para designar “profeta” é nabi, que é derivada da raiz verbal nabal que significa anunciador, declarador e, por extensão, aquele que anuncia as mensagens de Deus, sendo esta iluminação gerada subitamente pelo Espírito Santo na mente ocorrendo à profecia. No entanto este dom não possui autoridade divina para doutrinar a vida de alguém e nem serve de direção espiritual para uma Igreja, pois para essa missão foram levantados pastores e obreiros. Contudo, infelizmente, na área dos dons, existem alguns excessos em especial na área do dom de profecia, como por exemplo, se o pastor estiver pregando a palavra e um profeta interromper a mensagem pastoral, grande parte da Igreja irá dar mais credito às palavras proféticas do que as pastorais, contudo a principal profecia é a palavra: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. Já em outros lugares o culto não possui pregação, mas só profecias e dons e para completar a lista existem aqueles irmãos que ao invés de frequentar uma Igreja, ficam indo atrás de profetas e alguns destes acabam não recebendo uma profecia, mas uma poça fria. Entretanto devemos crer nos dons, inclusive no de profecia que é muito importante para o corpo de Cristo, contudo este dom deve ser encarado como uma iluminação momentânea da parte do Espírito Santo para transmitir mensagens de edificação exortação e consolação da parte de Deus com o intuito de edificar os membros em um momento especifico, contudo a edificação permanente de um cristão ou de uma Igreja é a palavra de Deus. Portanto, devemos buscar o discernimento espiritual para sabermos diferenciar entre o verdadeiro e o falso, a profecia da profetada, a iluminação (Revelação) da revelagem, para que em tudo Deus seja glorificado e os seus servos edificados!
Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do Bom Retiro em Florianópolis
Palestrante e escritor

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

NOVOS VERSÍCULOS QUE NÃO ESTÃO NA BÍBLIA


Infelizmente, muitos crentes não leem a palavra com o devido cuidado, e por isso passam a repetir o que os outros falam. Não vou, aqui, lhe dizer que esta prática seja imprópria, mas é bom - e muito - conferir tudo para evitar situações constrangedoras. Nos tempos bíblicos, na famosa igreja de Beréia, os cristãos bereanos recebiam, de bom grado, o que Paulo lhes ensinava; mas não recebiam o ensinamento como verdade bíblica, sem antes conferir na palavra (At 17:11). Infelizmente, hoje, muitos leem livros, ouvem CD's de mensagem e louvores, mas não conferem se aquilo que leem ou ouvem é verdade bíblica. Isto acaba passando de pai para filho, e essa síndrome verifica-se nos diversos versículos "novos" que surgem, e mesmo assim, alguns insistem em repeti-los como uma norma de vida e doutrina. E ai de quem tentar contestar! Aqui vai uma lista de novos versículos que não estão na bíblia, mas que tornaram "famosos" para muitos irmãos:

1) "Deus cegou o entendimento dos incrédulos!" : Não foi Deus quem cegou o entendimento dos incrédulos! Segundo a bíblia: "O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não  resplandeça a luz do evangelho da glória de cristo.". Notem, irmãos, que "deus" está em minúsculo, ou seja, "deus", nesta situação, é satanás.

2) "O cair é do homem, mas o levantar é de Deus".: este versículo é bastante usado no meio pentecostal. Entretanto, também não está na bíblia, por mais que saibamos que esta frase é uma verdade, podemos - sim - fazer a nossa parte e buscar o Senhor enquanto se pode achar. "Quando Deus se chegar a ti, chega-te para Ele" (Tg 4:8)

3) "Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem tu és.".: outro exemplo de versículo que não está na bíblia, mas é muito usado por pregadores itinerantes, cantores e escritores. Realmente! Quando buscamos a santidade, passamos a andar com pessoas que edificam a nossa fé!
Bem, aqui neste breve estudo, apresentei apenas alguns dos muitos versículos que não estão na Bíblia. Contudo, irmãos, nós devemos, a cada vez mais, nos aprimorar no conhecimento da palavra, pois quanto mais estudamos, mais temos a certeza de que não sabemos (ou somos) nada, e que é nossa prioridade estudar e viver a palavra de Deus.
"Eu não gostaria de estudar para viver, mas viver para estudar." - Francis Bacon.
 
Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do Bom Retiro em Florianópolis
Palestrante e escritor

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

TANAKH - A BÍBLIA QUE JESUS LIA!


  Na Palestina dos tempos de Cristo, ainda não se lia a Bíblia que eu e você conhecemos, haja vista que o NT não havia sido escrito, entretanto , o livro sagrado que todo o judeu lia era a Tanakh, utilizada entre os judeus como sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia hebraica ou a Bíblia que Jesus lia. O conteúdo da Tan...akh é equivalente ao do Antigo Testamento, e é composta por vinte e quatro livros, sendo esses os mesmos encontrados no Antigo Testamento evangélico, mas com ordem e enumeração diferente, haja vista, que alguns livros que estão divididos na Bíblia cristã , os judeus contam como somente um. De acordo com a tradição, o Canon Judaico (Tanakh) é composto por 24 livros que se agrupam em 3 conjuntos: "Lei, Profetas e Escritos" 1) TORAH: - cinco livros, o equivalente ao “Pentateuco ou a Lei ”; 2) NEVIIM - oito livros (Profetas), o equivalente aos livros escritos anteriores ao exilio (Profetas anteriores): Josué; Juizes; 1 Samuel e 2 Samuel; 1 Reis e 2 Reis e os escritos posteriores ao exilio (Profetas posteriores), que são compostos pelos seguintes livros (4) Isaías; Jeremias; Ezequiel e os 12 profetas menores. 3)KETUVIM - onze livros (Escritos): Composto pelos livros poéticos e trechos de alguns livros proféticos. Esses vinte e quatro livros são os mesmos encontrados no Antigo Testamento protestante, sendo essa a Bíblia que Jesus lia, em um tempo que na Palestina, o judeu comum falava aramaico e os religiosos do templo e da sinagoga falavam hebraico, sendo a Tanakh, escrita em hebraico com pequenos trechos em aramaico. O Mesmo amor que o judeu possuía pela Tanakh, eu e você devemos possuir pela Bíblia, que além do AT, conta também com o NT, sendo a revelação de Deus para o homem. Infelizmente 90% dos cristãos não leem a palavra diariamente, contudo o judeu tinha como habito o estudo diário da Tanakh. Devemos não apenas ler as escrituras, mas meditar e estudar, haja vista que o conhecimento da palavra, produz vida e vida em abundância.

Pr. Orlando Martins
Vice - presidente da AD do Bom Retiro em Florianópolis
Palestrante e escritor

A CRISE DE SER E DE TER

Dentro da perspectiva da sociedade atual o ter tem sido mais valorizado do que o ser, e assim a sociedade vai perdendo sua essência num mundo cada vez mais globalizado e dominado pelo sentimento capitalista que galopantemente permeia a vida das pessoas. Prosperar é uma benção e é bíblico, contudo o erro se encontra, quando alguns colocam o seu coração no materialismo (TER) e se esquecem do caráter (SER), a isso denomino a crise do ser e do ter. Prosperidade é um assunto bíblico e Deus realmente prospera, contudo alguns pensam em prosperidade como algo apenas material e dai surge a inversão de valores . Não devemos buscar a Deus apenas porque ele pode nos prosperar, mas sim, pelo que Ele é, pois a verdadeira prosperidade não se encontra apenas no campo financeiro, mas na presença de Deus, que supre todas as nossas necessidades, pois ele cuida de nossas vidas. "Buscai em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6:33). O Senhor deseja nos prosperar e isso também engloba a área financeira, contudo, Ele deseja a nossa adoração, pois quando adoramos a Deus, vivemos para a sua glória e confiamos não no evangelho da auto ajuda, mas na auto ajuda do evangelho.

Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do Bom Retiro em Florianópolis
Escritor e palestrante

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ELIAS E A CARRUAGEM DE FOGO!

      Quando lemos a palavra muitas vezes não percebemos alguns detalhes importantes e por falta de hermenêutica acabamos por afirmar coisas que a Bíblia não diz . Antigamente era muito comum se ouvir em alguns hinos ou ler em livros que Elias foi arrebatado aos céus em uma carruagem de fogo e isso se tornou uma verdade incontestável para alguns irmãos. Entretanto, será que realmente Elias foi arrebatado em uma carruagem de fogo? Ao analisar o texto bíblico de forma cuidadosa, podemos concluir que não: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (II Rs 2.11). O Texto é bastastante elucidativo até porque a carruagem de fogo só serviu para separar Elias de Eliseu sendo o profeta transladado aos céus por um redemoinho e não por uma carruagem de fogo. Amado irmão, aprender a palavra é muito importante para o nosso crescimento espiritual. Portanto, estude a palavra de forma sistemática, frequente os cultos, venha na Escola Dominical, estude Teologia, pois quanto mais estudamos, mais descobrimos que precisamos aprender mais.

Pr. Orlando Martins
Vice-presidente da AD do BOM  RETIRO em Florianópolis
Escritor e palestrante

UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!

Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na soci...