segunda-feira, 21 de agosto de 2017

UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!


Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na sociedade, sendo que o nosso grande objetivo é estabelecer os valores do Reino de Deus entre os homens (Rm 14: 17). Entretanto muitos não creem no arrebatamento, outros acham que o Apocalipse é um livro mitológico ou histórico, sem nenhum tipo de aplicação para o tempo presente. Ledo engano, vivemos sim o final dos tempos, contudo devemos evitar os extremos, fugindo de dois polos.

1) Fanatismo: Nos tempos da Igreja primitiva, os membros da Igreja de Tessalônica iam para o teto de suas casas vestidos de branco próximo da meia noite, esperar Jesus voltar, outros na mesma localidade não queriam mais nem trabalhar. Recentemente no século passado, alguns pastores desencorajavam seus membros a estudarem, pois a qualquer momento Jesus ia voltar, já outros demonizavam tudo, e sem nenhum tipo de cuidado bíblico, ficavam apontando tudo como a marca da besta ou o sinal dos últimos dias. Em um passado recente, alguns afirmavam que o código de barras era a marca da besta, já alguns pregadores exageravam nesse tipo de exposição, ensinando que “ Ao mil chegará, mas ao dois mil não passara”. Esse ditado, muito popular no século passado não esta escrito na Bíblia, mais era defendido com unhas e dentes como ensino bíblico.





2) Descrença: Infelizmente, muitos não creem no arrebatamento da Igreja, alegando que tal ensinamento não passa de mito e fabula, já outros cristãos até acreditam, mas creem que esse acontecimento vão demorar muito, ou seja, vivem despreocupados com a volta de Jesus. Como cristãos devemos rejeitar tanto o fanatismo como a indiferença, mas, devemos pautar nossa vida pela doutrina bíblica e assim procurar crescer na verdade, pois os fundamentos da palavra são inabaláveis: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. O Ensino sobre o Arrebatamento, além de confrontador, é muito atual, pois realmente um dia Cristo voltará e cabe a cada um de nós sermos vigilantes: “Vigiai e orai” (Mt 26:41). Como cristãos devemos estudar cada vez mais a palavra, pois nela descobrimos muitas verdades bíblicas, sendo que um dia Cristo voltará, Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Orlando Martins 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Qual a relação do pensamento pedagógico de Comenius com a Educação Cristã?

Orlando Eduardo Capellão Martins

               
          Inicio este texto, analisando a importância do pensamento de Comenius para a humanidade, e em especial para o mundo cristão, já que, ele além de pedagogo, era cristão e bispo moraviano, e que afirmava insistentemente que a “educação”, é a cura para a corrupção, portanto, neste aspecto, encontramos muita similaridade do pensamento dele com a Educação Cristã.
Portanto fica evidente a relação existente entre o pensamento pedagógico de Comenius e a Educação Cristã, já que, o pensamento deste pedagogo é legitimado por meio da práxis cristãs, ou seja o pensamento pedagógico de Comenius apontava para o pensamento prático, visto que Comenius (2006, p. 29) compreendia a educação como um meio que poderia gerar mudança na sociedade, seguido o seguinte tripé ensino,  moral e piedade, logo, o objetivo era a formação de princípios que promovam mudança de vida e redefinição de valores.
Contudo, analisando a extensa biografia de Comenius vemos que ele foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII e podemos observar de modo bastante claro, a influência do pensamento deste teórico sobre a Educação Cristã, pois como matéria prática, a Educação Cristã é devedora do pensamento pedagógico de Comenius, já que, este método não contempla apenas a razão, mas, também a piedade.
Porfim, Comenius valorizava a importância da Bíblia e a promoção dos valores, visto que para  ele, a escritura deve ser a base de uma sociedade equilibrada como afirmou: “Tudo o que for ensinado aos jovens cristãos depois das Escrituras, ou seja, o ensino das ciências, das artes e das línguas, deverá ser subordinado às Escrituras, de tal modo que eles possam notar tudo ao seu redor e ver claramente que todas as coisas serão mera vaidade se não se referirem a Deus e a vida futura (COMENIUS, 2006, p. 281). 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

RESUMO DO CAPÍTULO SOBRE ORAÇÃO DO LIVRO: NOSSA FÉ DE EMIL BRUNNER

           

Nesta obra singular, Emil Brunner inicia com a seguinte reflexão: “Se olharmos ao mundo, morre a oração” (Brunner, 1996,p. 91). Portanto, orar não é outra coisa do que praticar a fé e como cristão devemos seguir o sábio conselho de Emil Brunner e olhar mais para o céu e menos para a temporalidade da vida, que infelizmente, rouba o nosso tempo com Deus, por isso precisamos nos refugiar na oração, que é a fonte de ânimo e esperança (Brunner, 1996,p. 93)
       Portanto, por meio desta obra singular, podemos entender os caminhos da oração, pois orar é um genuíno exercício de espiritualidade, onde a cada dia nos esvaziamos de nós mesmos, pois como afirma Brunner: “Orar é a coisa mais humilde e a coisa mais ousada que uma pessoa pode fazer” (Brunner,1966, p. 94). Deste modo, podemos vencer nossas preocupações, por isso orar é mais difícil do que trabalhar (Brunner,1966, p. 96), pois quando oramos aprendermos a entregar nossa vida nas mãos do Senhor. Brunner nos leva a uma importante reflexão quando lança mão da seguinte pergunta: “Será que um homem dos tempos modernos ainda pode orar? ” (Brunner,1966, p. 93).

     Porfim, esta obra revisita e ressignifica práticas que mesmo esquecidas, fazem parte do cristianismo, assim com a oração que nos conduz diariamente para mais perto do Senhor, portanto, este livro é uma obra clássica e singular sobre oração e vida com Deus. 

Orlando Martins 

domingo, 25 de junho de 2017

O CRISTIANISMO DA IGREJA PRIMITIVA E A ANÁLISE EXEGÉTICA DE ATOS 2:42

Por Orlando Martins 

A comunidade nascente no dia de Pentecostes é um modelo de Igreja que vivia dentro da unidade do Espírito: Esta Igreja era formada pelos discípulos, apóstolos, alguns dos espectadores que faziam parte dos 500 que testemunharam à ressurreição de Cristo e os 3000 que se converteram no sermão de Pedro. Os membros desta comunidade se reuniam aos domingos, o dia do Senhor. Neste dia havia dois tipos de cultos a Reunião matutina que era uma ocasião de louvor, oração e pregação e a reunião vespertina: onde havia o culto de expressão ágape, ou seja, o culto de ceia, onde os discípulos se reuniam para lembrar do sacrifício de Cristo através do sacramento da Santa Ceia do Senhor.
                  Esta comunidade era marcada pela Koinonia (Gr:comunhão) e seu membros  verdadeiramente se comportavam  como o corpo de Cristo na Terra (Ef 1.22 e 23)estando firmes nos fundamentos da fé  (Ef 2.20), ou seja, na Doutrina dos apóstolos, Comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2:42). “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se havia, de salvar” (At 2:47).        Para que venhamos a experimentar a realidade de uma comunidade diaconal urge que venhamos a guardar estes fundamentos, pois não obstante são eles o caminho do serviço tanto a Deus (Liturgia) como ao próximo (Diaconia).

      Analise exegética de  AT 2:42

Esta comunidade era marcada pela Koinonia que em português significa Comunhão. Verdadeiramente esta Igreja se comportava como o corpo de Cristo na Terra (Ef 1.22 e 23), estando firmes nos fundamentos da fé: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular, no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.20,21). Nesta Igreja havia perseverança em quatro grandes fundamentos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão,no partir do pão e nas orações (At 2.42)”. O modus vivendi desta igreja pode ser analisado no Didaque que é o catecismo dos primeiros cristãos.O Didaque foi escrito no fim do I Século e retrata o modo de pensar da igreja apostólica, sendo um convite para as igrejas atuais descobrirem sua origem e, sobretudo o viver de acordo com a vontade de Deus que segundo este manual o viver é amar e constitui-se em dois caminhos: 1 “O Caminho da vida é este: Em primeiro lugar, ame a Deus, que criou você. Em segundo lugar, ame a seu próximo como a si mesmo. “Não faça a outro nada daquilo que você não quer que façam a você”. Esta é à base do sublime  ensino apostólico: 2“Que a sua palavra não seja falsa ou vazia, mas se comprove na prática”

NESTA IGREJA HAVIA PERSEVERANÇA NA DOUTRINA

Os crentes da Igreja primitiva sabiam ser a doutrina apostólica importante e a aplicavam no culto matinal, após o período de oração e louvor. O povo judeu por natureza é um povo que ama o ensino da palavra, sendo que dentro da cultura judaica uma criança aos seis anos de idade deveria ter decorado todo o livro de Levi tico para entender as leis cerimoniais e aos doze anos conhecer todo o Pentateuco, para que possa ser versado em todo o tipo de lei.
Os crentes primitivos herdaram do judaísmo o amor pelo estudo e assim perseveravam nos ensinamentos transmitidos pelos Apóstolos sabendo que através da palavra eles verdadeiramente seriam discípulos de Cristo. Discípulo significa seguidor e devemos ter como modelo sempre à pessoa de Cristo através da palavra. Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam criado nele.“Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31), retendo a palavra no coração ( Jo 15.6), sendo limpos (Jo 15.3), para que possamos permanecer no seu amor ( Jo 15.10 ). Com isto iremos produzir obter  um bom conhecimento da lei o que irá resultar em bom testemunho: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. (Is 8.20). Paradoxalmente hoje vivemos o tempo do cristianismo fast-food, das coisas rápidas, dos efeitos dinamites:Onde não existe espaço para o pensar e para a reflexão.  Acerta um  pensador,  quando faz uma correlação entre o cristianismo epidérmico dos dias hodiernos e a coca cola que apenas nos transmite um prazer momentâneo mais traz males para a saúde.
 Muitos com boa intenção desejam verdadeiramente obter o poder de Deus, mas como não possuem uma base sólida na palavra acabam por confundir avivamento com movimento. O avivamento autentico só é possível mediante a busca pelos fundamentos, como bem respondeu o Senhor Jesus aos saduceus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29).Este grupo do oba oba acaba criando a sua própria linguagem e se distancia da sistematização das escrituras, conforme se vê hoje nas igrejas as frases de efeito que são à base de uma cartilha de um grupo que detém a sua própria Teologia a informalidade: “É mistério, Veja o varão de branco! To vendo anjos voando aqui! Queima ele Jeová!” Estes jargões são típicos de pessoa que buscam apenas o poder e não a palavra que é a verdadeira fonte deste poder, o que acaba por culminar numa espiritualidade exibicionista e epidérmica onde não somos medidos pelo que somos ou fazemos, mas pelo poder que possuímos. Os proponentes deste pensamento defendem que para o crente ter uma vida avivada, basta ele dobrar o joelho e orar, esquecendo-se que a espiritualidade do homem é medida pela disciplina e não pelos sacrifícios. A Religião não deve desunir, mas sim trazer união e comunhão no Espírito. Quando a busca por sinais e maravilhas não vir acompanhada por piedade e santificação, esta irá ser a base para um cristianismo epidérmico, sem vida e árido, onde irá imperar a Religião de Poder aquela que oferece pouca qualidade bíblica, pois lhe falta credibilidade perante a sociedade. Acerta um teólogo quando afirma  – “De 1517 até os anos 30 Jesus Cristo era considerado pelos homens como o grande rei em que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento nele se encontram. Já dos anos 30 até os dias atuais os profetas da prosperidade consideram Jesus Cristo como o grande mágico em que em sua cartola estão escondidos todos os tesouros da riqueza e da prosperidade”.Sobre estes pensamentos convêm os leitores lerem os seguintes livros: “A crise de ser e de ter e a  Celebração da disciplina do escritor norte americano Richard Foster”.
   

A Teologia informal

A Teologia informal faz parte de uma crença não refletida, tendo apoio mais em experiências isoladas do que na sistematização da doutrina. Geralmente este grupo pensa ser pecado estudar, mais se esquecem que o estudo é uma recomendação, pois encontra amparo bíblico, como em João 5:39, podemos encontrar a palavra “Examinai”, ou seja,estude os detalhes, para que bem conheçam o que é certo e cresçam em Deus (Js 1.8 e Ap 3.13). Os que defendem a Teologia informal [OM1] pecam ao confundirem  espiritualidade com misticismo e simplicidade com  ignorância cultural. Por falta de conhecimento Bíblicos alguns destes afirmam  que a letra mata, mas por não lerem todo o contexto confundem  a letra da lei judaica que era o talmude ou os 613 preceitos da constituição de Israel com a palavra de Deus. É simples de se entender basta ler todo o contexto: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecesse, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior porção será glorioso o ministério da justiça” (II Co 3.6-9). Neste contexto não se observa  nenhuma alusão ao cânon fechado, pois a  Bíblia, não  tinha sido totalmente formada. Paulo nesta passagem estava se referindo ao modo de interpretação da lei promovida pelos lideres do judaísmo que com preceitos judaicos sem vida só condenavam e apontavam sem nenhuma misericórdia. Ao contrario do ministério do Espírito (Dispensaçao da graça) onde a salvação esta disposta a todos. Basta observar que a espada do Espírito é a palavra (Ef 6.17), que deve ser examinada porque nela se encontram as palavras da vida eterna e são elas que de mim (Jesus) testificam (Jo 5.39). A missão do Espírito Santo na terra é convencer o homem do pecado, da justiça, e do juízo, ensinando apenas as palavras de Jesus, pois o ministério do Espírito é lembrar de tudo aquilo que lemos na palavra e vivifica-la em nossas mentes.
     
A Letra da lei e o ministério do Espírito

Apêndice: Se a letra matasse, não haveria tanta reverência com a palavra como houve por parte dos homens de Deus ao longo da narrativa bíblica.
Moisés ordenou que os Sacerdotes e os levitas lessem à lei de sete em sete anos perante o povo (Dt 31.9-11) e para que estes não se esquecessem da lei do Senhor e assim viessem a andar retamente: “Ajunta o povo, homens e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei” (Dt 31.12). “Esdras o escriba preparava o seu coração diariamente para buscar lei do Senhor (Ed 7.10), sendo ele um “escriba “ mestre”,  leu a lei diante do povo (Nee 8:1-12), após o retorno do cativeiro  babilônico de setenta anos e com isto  o povo judeu foi  avivado pela palavra: “E Neemias, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este é o dia consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei” (Neemias 8;9). Era um avivamento gerado pelo arrependimento do povo mediante um ensino poderoso da lei. No contexto neotestamentário o apóstolo Paulo orientou que  Timóteo seu filho na fé, Procurasse se apresentar como obreiro aprovado (II Tm 2.15) manejando bem a palavra que no grego significa corte reto. Cortando sem erros, para que se afastasse de todo o tipo de heresia e deste caminho não se apartasse.
             E você meu irmão tem procurado ter uma vida aprovada dentro dos parâmetros Bíblicos? Ou tem vivido uma vida sem propósitos. Segundo uma pesquisa do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), 90% dos evangélicos brasileiros não lêem a Bíblia diariamente. Lembre-se o segredo da verdadeira prosperidade espiritual é meditar na palavra (Js 1.8). A meditação na palavra conduz a verdadeira sabedoria, gera temor e respeito pelas coisas sagradas, tornando o homem mais maduro para responder e dar razão de sua fé a qualquer um que a pedir: “e estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15).

NESTA IGREJA HAVIA PERSEVERANÇA NA COMUNHÃO

Uma Igreja onde os crentes são fundamentados desenvolve-se  naturalmente o fruto do Espírito, o que irá gerar  amor nesta comunidade: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou o sino que tine”.(I Co 13.1). Este amor no original grego significa agapao ou ágape que é um fruto ou conseqüência do amor. Na igreja primitiva havia comunhão, os cristãos viviam verdadeiramente o amor ágape. Um provérbio japonês assim nos ensina. “Devemos ser construtores de pontes que nem os japoneses e não ficarmos em muralhas que nem os chineses”. Numa comunidade de fé  onde a graça de Cristo superabunda o Espírito tem liberdade para agir nos corações gerando assim à comunhão (II Co 13.13).

     A verdadeira obra do Espírito

A verdadeira liberdade do Espírito não esta nas manifestações exteriores, mas nas interiores que envolvem a área do caráter, ética e amor ao próximo. Quando o Espírito Santo tem liberdade em nossas vidas, ele nos torna crentes mais piedosos o que irá conduzir-nos a um relacionamento interpessoal mais intenso, norteando nossas ações durante o dia a dia, para que como servos de Deus possamos manter o vinculo da paz através do amor (Hb 12.14, At 2.44 e At 2.45) Esta Comunhão só é possível quando verdadeiramente passamos a amar o nosso próximo. Sobre isto bem definiu numa reflexão muito profundo o pastor e pensador pentecostal Paulo César Lima: “Meu próximo não é aquele que eu encontro pelos caminhos da vida, mas aquele em cujos caminhos eu me coloco”. Havendo comunhão na Igreja o amor de Deus é verdadeiramente expressado entre os membros através do Ágape que no original grego significa amor divino, aquele que emana de Deus para o homem, gerando uma verdadeira koinonia: “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44) e não apenas um ritual religioso, como observamos hoje em alguns  templos, cristãos  que vem a Igreja apenas para cumprir um ritual ou tradição, perdendo assim todo o encanto pela obra e pelo próximo. A espiritualidade genuína aproxima e não divide, fazendo com quê o homem entenda que a mesmo amor que o leva a estender a  mão para adorar a Deus, deve ser o mesmo amor que leva a estender o braço para ajudar ao próximo.

COMO CONSEQUÊNCIA HAVIA PERSEVERANÇA NO PARTIR DO PÃO

            No culto de expressão ágape ou de Santa Ceia, havia o momento do  partir do pão como um ato de lembrança  do sacrifício de Jesus Cristo na Cruz do calvário: “Semelhantemente também depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Co 11.24). Partiam o pão como uma conseqüência da comunhão, havendo assim a verdadeira expressão do amor ágape que é expresso  em sua máxima dimensão, quando o ser humano passa a viver uma espiritualidade autêntica, que eleva o braço para adorar a Deus e  estende a mão para ajudar o próximo. O verdadeiro partir do pão significa a pratica da  comuna, sendo que o lema deles era a divisão em partes iguais de tudo o que era obtido: “E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).

A Comunhão era um dos pilares da igreja primitiva

            A comunhão era um dos principais pilares para o crescimento da Igreja durante o período apostólico, havendo uma benevolência espontânea e voluntária como resultado da verdadeira compreensão da dimensão do amor de Deus. Esta comunhão era expressa não apenas em palavra, mas em atitudes, com a do apóstolo Paulo que levantou um projeto de coleta de ofertas nas igrejas da Ásia em favor das igrejas pobres da Judéia em especial a de Jerusalém (I Co 16:1-4).  Deve o cristão hoje buscar viver uma vida de generosidade e disciplina para que com isso possa ter um coração mais voltado para o próximo o que irá gerar comunhão no Espírito.

HAVIA PERSEVERANÇA NAS ORAÇÕES
Etimologicamente falando oração significa  “conversa ou discurso”          Quando eu oro eu falo com Deus e quando eu leio a Bíblia Deus fala comigo. Você tem falado com Deus através da oração? Não podemos ter intimidade com quem não nos relacionamos.O Povo judeu por tradição orava três vezes ao dia: Na hora terceira que corresponde às nove horas da manhã, na hora sexta que corresponde ao  meio dia e na hora nona que corresponde às três horas da tarde. Os povos da Igreja primitiva além de cumprir este ritual no templo, oravam  em outros períodos para que o Senhor derramasse suas bênçãos.  Podemos tomar como exemplo o período de dez dias de oração para a descida do  Espírito no dia de Pentecostes: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e suplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1.14).                                                  A oração persistente é  um destaque na igreja primitiva, sendo esta oração uma resposta ao mandamento de Jesus de esperar em Jerusalém, pela descida do Espírito Santo.  Deus nos responde quando oramos com propósito (II Cro 6.36-39 e Dn 7.10); mas precisamos saber entender tanto o sim como o não de Deus.
Deve o cristão orar em espírito e em entendimento
Muitos cristãos hoje, por falta de entendimento oram de qualquer maneira. Deve o cristão buscar orar corretamente, sempre aprendendo esta premissa pela palavra de Deus: “Senhor ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos”(Lc 11.1).Folhando a palavra podemos encontra aproximadamente 650 modelos de oração. Dentre todas estas a maior já pronunciada é a oração intercessória de Jesus. Ela é a maior, por que quem a proferiu foi o Senhor Jesus e ela é grande por causa da circunstancia em que foi proferida (Jô 17). Esta oração numa leitura tem duração de seis minutos, ou seja, a oração não é autenticada por causa do seu cumprimento, mas sim por seu peso e qualidade. Quantos irmãos se julgam mais espirituais, por orarem muito! Na verdade Deus procura por crentes espirituais que o adorem em espírito e em verdade. Devemos orar muito, mas não achando que é isto que nos torna espirituais. O que nos torna mais espirituais é a comunhão com Deus, através da submissão completa a sua palavra. Um bom modelo de vida cristã é a oração do Pai Nosso que muitos encaram como reza ou algo que deve ser decorado; sendo na verdade um modelo de ética que deve ser seguido por todo o cristão, pois nosso viver deve refletir um modelo de oração a ser seguido por todos.





 [OM1]Este ramo da Teologia é compreendido principalmente pelos movimentos estranhos a luz da Bíblia como a Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Regressão Psicológica e a Quebra de Maldição hereditária. (Gl 1:8; Cl 2:14; Rm8 :1)

terça-feira, 13 de junho de 2017

A AÇÃO DA IGREJA NO MUNDO PÓS-MODERNO.

Por Orlando Martins

Atualmente, vivemos em uma sociedade onde tudo é relativo e nada é absoluto, onde o certo para um, pode ser errado para o outro; sendo que o mundo se encontra imbuído dentro de uma cosmovisão capitalista e totalitária; havendo assim uma tendência natural ao descartável, de modo que nos dias atuais, não se dá mais lugar ao perene, mas ao existencialismo que como cultura do momento torna o homem avesso ao normativo. De modo que as tendências pós-modernas tornam o homem um ser antidogmático, onde normas e regras são consideradas coisas obsoletas, pois a palavra de ordem hoje é a liberdade.

Destarte, como corpo místico de Cristo, devemos analisar até que ponto nossas ações têm influenciado a sociedade atual? Contudo, na contramão do pensamento corrente que prega o individualismo, à igreja de Cristo através do cuidado pastoral e do amor, deve influenciar os mais diversos segmentos da sociedade e assim oferecer alternativas éticas e morais que possam responder as indagações de uma sociedade pós-moderna e totalitária.

Diante das indagações formuladas pelo pós-modernismo relativista, urge de modo inequívoco, uma proposta pastoral, que gere uma busca pela cultura do servir, e não pela cultura do conquistar, que leve cada pessoa a rever o seu estilo de vida, através da mudança de paradigmas pessoais. Esta mudança, acontece como fruto do cuidado pastoral no mundo pós-moderno, sendo que a sociedade deseja ver a prática e o agir como marcas inequívocas do corpo de Cristo na terra.  Mesmo que muitos hoje buscam uma cultura imediatista, deve a igreja, influenciar a sociedade com uma mensagem que seja profética e de fato evangélica, para que desta feita, vidas sejam transformadas pela exposição do evangelho.  

Portanto, quando a igreja tem a sua ênfase no ser e não no ter, ela é uma agência de crescimento espiritual e o cuidado pastoral faz parte do dia a dia da comunidade, não sendo esta, apenas uma função do pastor da igreja, ou dos obreiros, mas, a igreja compreende a sua função pastoral e diaconal, onde cada membro deve se envolver com o corpo de Cristo, através dos seus dons pessoais, e deste modo,  praticar o cuidado pastoral por meio do amor e da diaconia, sendo esta a  vocação universal de todos os cristãos para servir  em todo o tempo, com diversos tipos de tarefas possíveis, tais  como:  acompanhamento pastoral, hospitalidade, aconselhamento, visitação, pregação, ensino, intercessão, evangelismo, pois estas ações demonstram o que é de fato ser o corpo de Cristo na terra.

 

 

 

           

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A HERMENÊUTICA DA REFORMA E O RETORNO AS ESCRITURAS

Orlando Eduardo Capellão Martins


Estamos vivendo em um período caótico no chamado movimento evangélico brasileiro, uma vez que hoje o pragmatismo e o liberalismo teológico tem sido bastante propagados entre os cristãos, sendo que o primeiro tem encontrado maior aceitação no grande centro amplo evangélico brasileiro, já o segundo, encontra maior aceitação entre os acadêmicos e teólogos, visto ser um método racionalista e pouco popular, no entanto, precisamos urgentemente de um retorno a hermenêutica da Reforma, uma vez que, este método, além de contar com a cientificidade, não anula a iluminação do Espírito por meio de uma vida piedosa, mas, busca fazer uma junção entre o estudo e a ação do Espirito na interpretação do texto bíblico.
Para que possamos compreender o porquê estes movimentos tem ganhado campo no meio evangélico, precisamos recorrer à história, sendo que na idade média havia a hermenêutica espiritualista, que contemplava apenas a alegorese, sendo que toda e qualquer interpretação bíblica na sua maioria eram muito fantasiosas, pois encontravam personagens que na maioria das vezes o texto não legitimava tal interpretação, o que gerou grandes problemas teológicos e legitimou o autoritarismo do catolicismo medieval. Desse modo, havia muita espiritualização na idade média, porém, Deus levantou vozes discordantes o que gerou a Reforma Protestante.
Como fruto da Reforma Protestante de 1517 surge o método gramatical-histórico o que legitimou a interpretação do texto de modo mais claro, sério e comprometidos com a analise históricos, sociais, geográficos e cultura dos tempos bíblicos, ou seja, a  hermenêutica reformada, movimento que foi endossado nas sábias palavras de Calvino: “Orare e Labutare”. Portanto, houve um movimento de retorno às escrituras impulsionado pela hermenêutica reformada o que gerou grandes frutos na história da igreja, sendo que muitos ministros foram influenciados por este movimento. Entretanto, com o passar do tempo, foram surgindo muitas escolas de interpretação como a hermenêutica Intuitiva e a hermenêutica existencialista, o que legitimou o surgimento do método histórico-crítico e que posteriormente fortaleceu as bases da Teologia Liberal, fruto do existencialismo.  
Portanto, atualmente é imprescindível um retorno às bases da Hermenêutica da Reforma, visto que, existe muita mistura principalmente no chamado movimento neopentecostal, onde os líderes buscam interpretar um texto de modo intencional, para justificar suas práticas “teológicas”, e assim vão tendo atitudes que lembram e muito o catolicismo medieval, já outros líderes, acabam se envolvendo em um racionalismo tão árido, que já nem sabem mais no que acreditam. Ademais, nunca foi tão importante o resgate do equilíbrio na ação interpretativa do texto, o que pode ser feito por meio do método gramatical-histórico,visto que, a interpretação de uma passagem bíblica não deve ser feito de acordo com nossas premissas pessoais, mas, pelas regras de interpretação da hermenêutica reformada, o que gera equilíbrio e espiritualidade pautada nas escrituras.


domingo, 16 de abril de 2017

QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?


Vivemos em um tempo, em que muitos se esqueceram do verdadeiro sentido do Páscoa, contudo, deveriam rever os seus valores, visto que, muito mais do que apelo comercial, a Páscoa é alegria e libertação, sendo que neste momento, relembramos que entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, já que, após séculos de opressão no Egito, esta data marca o êxodo deste povo e por conseguinte a sua libertação do julgo do Egito. Portanto como cristãos devemos lembrar da ultima semana de Cristo, Jamais houve ou haverá semana como aquela em que sobre Jesus Cristo recaíram a maior e absoluta injustiça, dado que, por meio de seu sacrifício fomos livres de toda a condenação e pecado: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.(Rm 8:1)” “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (I Jo 1:7)” A Páscoa é a festa espiritual onde o cristão reconhece a sua eterna e incondicional dependência e gratidão a Cristo, pelo livramento da cruz devidamente merecida. Portanto, a Páscoa é a festa da salvação, pois comemoramos a nossa libertação em Cristo, aquele que veio trazer paz, esperança e alegria para a humanidade. Contudo, muitos, nem por um minuto do dia se lembram de sua mensagem e paradoxalmente lembram mais da Páscoa comercial do que da Páscoa espiritual. 

Na verdade, a nossa Páscoa é comemorada de forma diferente, pois apesar de estarmos no mundo, não somos deste mundo e mesmo que saibamos que Páscoa é época de chocolates e presentes, festa e comemoração, para nós a Páscoa é muito mais do que isso, é quando comemoramos a nossa libertação em Cristo. Entre os judeus na celebração da Páscoa, a família reúne-se e come o cordeiro pascal (cf. Ex 12,1-28), recordando o dia da libertação do povo, escravo no Egito. Na cruz se revela o grande AMOR de Deus que entregou o seu filho para que possamos ser salvos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.( Jo 3:16-17)". Mais do que iguarias, festas em família, chocolates e comemorações, este dia só tem sentido quando o celebramos tendo JESUS CRISTO como o nosso Senhor e Salvador. Conquanto que a mensagem de fé e esperança continua muito atual, pois JESUS CRISTO é o verdadeiro sentido de nossa PASCOA: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
Orlando Martins

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A PROSPERIDADE BÍBLICA versus a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE.

Orlando Martins
 
 
Nos últimos anos temos observado um certo desequilíbrio na intenção do coração de muitos quando o assunto é prosperidade, até porque, este é um assunto altamente bíblico, no entanto muito difícil, e que na maioria das vezes, é interpretado de modo radical, causando assim prejuízos ao corpo de Cristo. Dentro da perspectiva da sociedade atual, o “ter” tem sido mais valorizado do que o “ser”, e assim a sociedade vai perdendo sua essência num mundo cada vez mais globalizado e dominado pelo sentimento capitalista, que galopantemente permeia a vida das pessoas. Prosperar é uma benção e é bíblico, porém, o erro se encontra quando alguns colocam o seu coração no materialismo (ter) e se esquecem do caráter (ser), e é exatamente a isso denominado a crise do ser e do ter.
Prosperidade é um assunto bíblico, e Deus realmente prospera, basta analisarmos o Salmo 104, onde compreendemos o cuidado do SENHOR, em cada detalhe de nossas vidas, pois ele nos prospera, pois tem cuidado de nós com muito carinho, como bem relatou o salmista: “Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras. Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem. ” - Salmos 104:13-15
Entretanto, muitos por não compreenderem o cuidado do Senhor, pensam em prosperidade como algo apenas material o que gera inversão de valores e prioridades equivocadas, gerando crentes consumistas, que se esquecem que o evangelho nos ensina a compartilhar e não apenas a conquistar. Infelizmente, o movimento que ficou conhecido no Brasil como Teologia da Prosperidade e que tem causado inversão de valores no coração de muitos cristãos, como bem define o teólogo Natanael Rinaldi: “Teologia da Prosperidade é o título pelo qual se identifica o ensino segundo o qual o cristão autêntico é conhecido por possuir ótima saúde física e boa situação financeira. Cristão que vive choramingando com doenças e problemas financeiro é porque não está bem espiritualmente: ou está em pecado ou não tem fé. Crente não deve ser pobre e nem doente. Pobreza e doença são as marcadas de pessoas dominadas pelo diabo”. Certo pastor, proponente da Teologia da prosperidade afirmou certa feita que “Pobreza é uma maldição e não uma bênção”.
 
 
 
Este tipo de pensamento nos revela que, o problema não é a prosperidade bíblica, tampouco o ensino sério sobre este tema, mas, os ensinos exagerados da Teologia da Prosperidade, que leva aos extremos da fé, pois ensina muitos cristãos a barganhar com Deus. Entretanto, devemos buscar compreender este tema, pois de fato é bíblico e atual, no entanto, não devemos buscar a Teologia da prosperidade, mas, a prosperidade ensinada pela palavra, pois creio que devemos evitar os extremos da fé e buscar uma fé equilibrada e madura, e que gera espiritualidade, pois é fruto de um princípio bíblico e centrado na busca de Deus: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas" - Mt 6:33. Devemos buscar o Reino de Deus de forma plena e total, sem reservas, adorando-o de todo o coração. Você tem agido assim? Tem buscado o SENHOR, ou apenas os seus benefícios, qual a sua motivação? Na passagem do jovem rico, o problema deste não era a sua riqueza, mas a intensão do seu coração! Este jovem não possuía o dinheiro, mas o dinheiro o possuía e é neste ponto que mora o perigo, pois onde está o nosso tesouro, aí está o nosso coração.
Infelizmente muitos veem para a Igreja, interessados em receber apenas benefícios financeiros, já outros criticam quem busca prosperar, pois acreditam que o cristão deve ser o mais simples possível. Diferentemente do que os pregadores da Teologia da Prosperidade ou os da Teologia da miséria afirmam, DEUS nos chamou para uma vida de dignidade, pois prosperidade é ter o SENHOR na vida, pois ele sim é o nosso tesouro, o nosso socorro bem presente, o nosso SENHOR, o nosso redentor, a nossa PROSPERIDADE! Quando buscamos o SENHOR de todo o coração, ele derrama as bênçãos dele sobre as nossas vidas! O Senhor deseja nos prosperar, e isso também engloba a área financeira, mas antes disso, Ele deseja a nossa adoração, pois ao adorá-Lo, vivemos para a sua glória, e confiamos não no evangelho da autoajuda, mas na autoajuda do evangelho.
 

domingo, 2 de abril de 2017

COMPREENDENDO O DOM DA FÉ A LUZ DA BÍBLIA

DOM DA FÉ

A palavra fé, etimologicamente falando, significa confiança. Já no original hebraico é “pistis”, que significa persuasão firme, convicção fundamentada no ouvir (Rm 10.17). O vocábulo é encontrado 244 vezes nas páginas do Novo Testamento. Basicamente, existem cinco tipos de fé, a saber:

Fé Natural: acredita no que vê e no que foi programado para ser realizado, ou seja, é a fé comum a todos os seres humanos. É fruto de uma programação ou crença humana.

Fé Salvadora: é a fé plantada em nós pelo Espírito Santo e leva o ser humano a não resistir à graça salvadora (Ef 2.8,9). Assim, o salvador chama e o pecador não resiste a sua graça por intermédio da fé (Jo 14.16), comprovando que a fé vem pelo ouvir e pelo ouvir a pregação da palavra de Deus (Rm 10.17).

Fé como fruto do Espírito Santo: tipo de fé que faz a representação da fidelidade no crente. 

Fé como Fundamento: tipo de fé encarado como algo que dá substância aos cristãos, levando ao reconhecimento das coisas espirituais, servindo de base para um fundamento mais sólido.



Fé Extraordinária: é a fé como dom e é dada a alguns membros do corpo de Cristo, podendo ser a capacidade de acreditar em Deus de modo sobrenatural ou vivendo pela fé (Hb 11.1), dependendo de Deus nas situações mais difíceis, aprendendo a obedecer-lhe em todas as situações de nossas vidas, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). No original grego, significa literalmente “Tendo fé estando em Deus”, sendo um recurso especial para o poder de Deus. É de suma importância que os obreiros, em especial os presbíteros, possuam esse recurso, pois podem colocar em prática a oração da fé (Tg 5.14-15), porque é uma capacidade especial concedida por Deus a alguns membros do corpo de Cristo, visando à execução de obras extraordinárias em tempo de desafios, capacitando-os a trabalhar para o reino confiando sempre na vontade de Deus. Enquanto alguns membros do reino contam apenas com a fé salvadora, além da fé natural, já o dom da fé habilita o cristão a aceitar como realidade as promessas feitas por Deus e assim agir com plena certeza de que Deus vai cumprir a sua palavra. Mesmo diante das adversidades o portador deste dom, não obstante, busca sempre vislumbrar o possível, mesmo diante de situações humanamente impossíveis, pois conta com uma convicção plena de que o poder de Deus irá se manifestar quando for invocado o nome do Senhor através de sinais e maravilhas que alteram as leis naturais, gerando assim uma confiança inabalável em Deus.
Na Bíblia, podemos encontrar vários personagens que viveram expressivamente este dom, como Josué, que orou a Deus e em seguida ordenou que o sol e a lua fossem detidos (Js 10.2); Elias, que orou e o fogo e a chuva caíram do céu (I Rs 18.33-35); e a galeria dos heróis da fé alistados no capítulo onze da epístola aos hebreus, homens que diante de Deus viveram uma vida de renúncia, porque sua confiança estava nas promessas contidas na palavra: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb 11.39-40). Diante desse cenário, passamos a compreender como alguns membros do corpo vivem pela fé e Deus os honra. O grande segredo, acima de tudo, é uma confiança inabalável nas promessas de Deus. Isso só é possível diante de um sólido fundamento na palavra, pois a verdadeira fé nos leva ao fundamento correto: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. (Hb 11.1).
O dom da fé pode ser exercido em nosso meio, mas, segundo a doutrina, como nos ensina o profeta Isaías: “A lei e o testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.20). Como função universal, todos os cristãos têm que ter uma fé abalizada, mas, como dom espiritual, alguns e nem todos possuem tal dom, que é dado do alto e capacita o cristão a passar por situações difíceis, e ver Deus em todas as situações, sempre tendo uma fé inabalável diante das situações adversas, possibilitando também a crença da operação de milagres, sinais, maravilhas e curas. “E a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15). O dom da fé é uma plataforma para a operação dos dons de poder. Para ser usado nessa determinada área, deve-se cultivar uma fé extraordinária, crendo que Deus pode realizar milagres, sinais e maravilhas. Independentemente de nossa fé, o querer e o efetuar pertencem ao Senhor. Nós, na verdade, somos apenas meros instrumentos.

Áreas de atuação

Evangelismo e visita a presídios
Trabalho com enfermos e visita a hospitais
Liderança e Departamento de Planejamento
Círculo de oração
Missão transcultural

Perigos deste dom

Nos últimos anos, com o advento da teologia da prosperidade, algumas Igrejas foram invadidas pela confissão positiva, a teologia da fé, aquela em que as palavras têm poder. Assim, os proponentes deste arremedo doutrinário declaram que a miséria e a doença não provêm de Deus e que o crente que fiar doente ou tomar remédios está sem fé ou com pecado não confessado. Diante desses argumentos, citamos os casos de Jó, que passou por grande provação para que pudesse crescer (Jo 42.5), os casos de enfermidades de Timóteo (I Tm 5.23), do rei Zedequias, como também as depressões passadas por Elias, Moisés e Jonas, observando que esses personagens passaram por uma crise psicossomática, um estresse seguido de depressão, isso sem falar no Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que passou por uma angústia ou uma tristeza profunda de sua alma (Mc 14.34), transmitindo-nos a ideia de que até mesmo o Senhor Jesus estava sujeito aos problemas do dia-a-dia, como ele mesmo afirmou: “No mundo, tereis aflições, mas tendes bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33), e quando se refere a nossa cruz: “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Ensinar que o crente não deve tomar a sua cruz é gerar no povo uma fé ilusória, é viver um cristianismo sem cruz e uma cruz sem Cristo, ou seja, o evangelho que não salva, pois não trata. Esse modismo de que crente não pode enfrentar problemas e quando enfrenta lutas é porque precisa de cura interior, é negar completamente o sacrifício de Jesus, que levou sobre si as nossas imperfeições e nos tornou livres (Rm 8.1). Os defensores desses modismos deveriam refletir sobre o seguir a Cristo, pois a teologia da provação também faz parte da espiritualidade cristã, pois somos provados, para sermos aprovados.


sexta-feira, 31 de março de 2017

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS PROFETAS MAIORES E OS MENORES NO ANTIGO TESTAMENTO?

Orlando Martins 


             Esta divisão entre maiores e menores foi estabelecida por Santo Agostinho em virtude do volume do material escrito, pois os livros dos profetas maiores são assim chamados por serem volumosos. Este conjunto é composto de cinco livros, já os profetas menores são doze e são assim chamados por serem livros pequenos. 





Cada um destes profetas apresenta mensagens que trouxeram a revelação do conhecimento e da vontade de Deus. Ao contrário de que muitos julgam a profecia não é necessariamente uma previsão de assuntos futuros, mas de acordo com o original hebraico a missão de um profeta é dizer e falar, pois no contexto de vida da velha aliança a responsabilidade dos profetas não era principalmente prever o futuro no sentido moderno da palavra profetizar, mais anunciar a vontade de Deus que ele transmitia através da inspiração divina. O  ermo profeta vem do hebraico nabi que origina-se do verbo dabar que, por conseguinte significa dizer e falar. Ou seja, um profeta não necessariamente era um  visionário, mas um baluarte contra o erro, ou seja, um profeta da justiça àquele que denunciava o erro levando o povo ao arrependimento por meio da verdade. Um nome hebraico que frequentemente se aplicava aos profetas era “homem de Deus”. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

O QUE É A TRINDADE?

Orlando Martins

Este é um tema que tem suscitado muitas dúvidas em muitos irmãos fiéis, pois não conseguem compreender a ação trinitariana ao longo da narrativa bíblica, sendo este um ensino claro das Escrituras.
Talvez o sentido da Trindade de Deus nunca fora afirmado melhor do que está por A. H. Strong: "na natureza do Deus único há três distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas três são iguais." (Systematic Theology, pág. 144)



As principais confissões cristãs definem a Trindade da seguinte forma: Deus nos é revelado como Pai, Filho e Espírito Santo, cada um com atributos pessoais distintos, mas sem divisões de natureza, essência ou ser. Nos tempos da Igreja Primitiva surgiram alguns grupos que negavam a Trindade, por não conseguirem compreender a ação trinitariana. Contudo, nos dias hodiernos também existem alguns grupos que não conseguem compreender o ensino da Trindade, em especial os unicitas, que só creem na divindade de Deus Pai e possuem dificuldades em compreender a divindade de Cristo e do Espírito Santo. Outros grupos acabam confundindo, pois questionam  em forma de não entendimento, o fato de o cristianismo, sendo uma religião monoteísta, conceber a ideia de uma Trindade divina. Entretanto, é falta de compreensão, pois na Trindade se manifesta a unidade de Deus, que se revelou à humanidade por meio de seu Filho  Jesus, e que hoje mantém contato com a humanidade através da ação do Espírito Santo, sendo, desta maneira, três Pessoas, que formam, numa unidade perfeita, o “Elohim”; o Eterno, o Senhor. 

terça-feira, 28 de março de 2017

QUEM SÃO OS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO?


Orlando Martins 

         No Cânone hebraico do Antigo Testamento, os livros históricos, isto é, os livros de Josué até Reis, pertenciam ao grupo dos profetas que seguem após o período imediato do Pentateuco.
                A Tradição rabínica atribuía a autoria destes livros aos autores que eram considerados profetas como Samuel, Josué e Jeremias, formando, por conseguinte a primeira parte do cânone profético que são denominados como profetas anteriores, seguindo assim através da construção da história judaica então, os livros proféticos propriamente ditos são denominados por profetas posteriores, sendo este grupo chamado de grupo dos profetas maiores e menores, sendo esta divisão entre maiores e menores, organizada pelo teólogo santo Agostinho. 



                Este grupo de livros proféticos abrange um grande espaço da história dos reinos do norte e do sul. Sendo Amós o mais antigo entre os profetas chamados literários, este viveu na metade do século VIII Ac entre os anos de 760 e 750, já o profeta Oseias exerceu o seu oficio profético entre os anos de 750 e 725, como Amós. Já no mesmo período no Reino do Sul o profeta Isaías atuou entre os anos de 735 até 700 A.c e teve Miqueias como seu contemporâneo. Após este período podemos encontrar o relato de vários outros profetas que marcaram o fim do século VIII como Jeremias que presenciou a queda de Jerusalém e o exílio babilônico de 70 anos. Jeremias ilustra bem o oficio profético veterotestamentário que se consista em denunciar o pecado (Jr 1:15), lutando contra o erro e as praticas abomináveis (V. 16). Este profeta teve contemporâneo a Naum, Habacuque e Sofonias, vinco logo depois os profetas Ezequiel e Isaías.
             Após o exílio surgem os profetas pós-exílicos, destacando-se entre eles Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel e Jonas. “ Conquanto que o objetivo primordial de um profeta era proclamar a vontade de Deus para a sua época”.
Entre os hebreus os profetas ganhavam grande destaque, pois suas palavras eram consideradas inspiradas, com uma mensagem totalmente divina.
   
- Profeta como homem de Deus: Ao contrário da conotação moderna que muitos asseveram para definir o que é um homem de Deus, só recebiam este título pessoas que gozassem de uma intima comunhão com o Senhor. Por esta condição este era considerado digno para transmitir a palavra transmitida diretamente pelo Senhor por intermédio de uma iluminação divina.


- Profeta como vidente: Os profetas recebiam este titulo, pois percebiam as coisas conforme o ponto de vista do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia visões especiais e revelações da parte do Senhor, sendo, portanto autorizado a transmitir coisas espirituais que outras pessoas não podiam receber.

segunda-feira, 27 de março de 2017

SÉRIE OS DONS ESPIRITUAIS - O DOM DE SINAIS E MARAVILHAS.

 Orlando Martins 

No original grego este dom é definido como “dynameis”, que significa poderes, estando sempre associado com coisas que causam espanto e admiração. Conhecido também como operação de milagres, o dom de sinais e maravilhas é a capacidade sobrenatural que o Espírito Santo concede a alguns membros do corpo de Cristo para realizarem coisas que saem do curso natural dos acontecimentos. O verbo grego para “milagre” no evangelho de João é o valor do sinal para encorajar as pessoas a crer e continuar crendo.
Este dom é amplamente observado na Bíblia. No Antigo Testamento encontramos facetas do dom nos ministérios de Moisés (Ex 14.21-31), Elias, quando lutou sozinho contra os profetas de Baal e do poste ídolo (I Rs 18.21-40) e Eliseu, ao separar as águas do Jordão (II Rs 2.14). Já no contexto neotestamentário encontramos facetas deste dom quando Pedro andou sobre as águas (Mt 14.28-31); no relato dos Setenta, quando regressaram de sua missão (Lc 10.17-20); na ressurreição de mortos, como nos casos do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Mt 9.18,19,24), e no caso de Lázaro (Jo 11.43-44); nos casos de Paulo em Troade (At 20.9-12) e na defesa de seu ministério em Éfeso: “E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários” (At 19.11); perante o sinédrio: “Pois as credenciais de meu apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (II Co 12.12), autenticando o evangelho pregado por ele como o evangelho verdadeiramente de Cristo.



Este dom fez parte do ministério de Jesus na terra, como em seu primeiro milagre realizado em um casamento na cidade de Canaã da Galiléia, transformando água em vinho (Jo 2.1-12). Este milagre transpôs todos os princípios da natureza, constituindo-se no dom de sinais e maravilhas, ou quando acalmou a tempestade, causando espanto em seus discípulos. De acordo com o teólogo Russel Norman Champlim, em sua enciclopédia: “No período apostólico a manifestação deste dom poderia incluir a expulsão de espíritos malignos, e as curas”. Estes sinais eram claramente observados no ministério dos evangelistas no período da Igreja primitiva. Ocorriam constantemente naquele tempo, pois serviam de corroboração para o ministério do evangelista e do apóstolo. Deve ser usado de uma forma responsiva, visando sempre às necessidades cabais do reino de Deus. Por se tratar de um dom muito amplo, ele une o dom da fé (Tg 1.5-8) com os dons de curar (I Co 12.9). Dessa forma, seu detentor adquire autoridade sobre o pecado e as doenças, podendo assim ser usado poderosamente por Deus em feitos que quebrem por completo as leis da natureza, causando espanto e admiração na Igreja.
Em seu livro, Novo Milênio e o Mover do Espírito Através da Manifestação dos Dons, o pastor e teólogo catarinense Samuel Ribeiro enumera algumas orientações demonstrando como o dom de discernimento deve ser usado do ponto de vista teológico, e com a menor margem de erro possível: “1 – Adquira uma cuidadosa bagagem bíblica para saber enxergar, avaliar e julgar todas as coisas; 2 – Repudie energicamente qualquer interpretação particular e tendenciosa das Escrituras; 3 – Tenha uma vida de oração perseverante e contrita, o que o leve a ter verdadeira comunhão com Deus; 4 – Não seja simplório, aberto a qualquer vento de doutrina, sem reflexão, sem cuidado, sem um pingo de malícia; 5 – Não seja precipitado, entregando-se de imediato à ideia e ao desejo que lhe ocorrem; 6 – Valorize a opinião alheia, se ela partir de uma pessoa muito comprometida com Deus, sábia e equilibrada”.
De acordo com o pastor Estevam Ângelo de Souza, em seu livro Os nove dons do Espírito Santo, da CPAD: “A operação de milagres é um dom tão estupendo que se torna inconcebível à mente finta do homem. Entretanto, esse dom faz parte do ministério sobrenatural do Espírito Santo através da vida de crentes cheios do Espírito, e é operado com grande finalidade com vistas à glória devida a Deus”.

Áreas de Atuação

Batalha espiritual
Ministério de oração
Dom de evangelista e apóstolo
Missão transcultural

Perigos deste Dom

Deve ser usado por pessoas que tenham maturidade espiritual muito elevada. Se usado por neófiItos, pode vir acompanhado de elementos psicológicos, o que em partes transforma o culto num show de horrores, não numa reunião para adoração do nome do Senhor (I Co 14.40). Se for conduzido errado, o portador do dom usa-o como bem entender e não da maneira como o Senhor da obra deseja. Por outro lado, o perigo é a sua rejeição total, devido ao fato de alguns que tentam apagar por completo a ação sobrenatural da Igreja.
Segundo orientação de Paulo, não devemos apagar o Espírito (I Ts 5.19), mas fazer uma análise teológica em todas as coisas (I Ts 5.20-21), seguindo os crentes de Beréia, que não aceitavam qualquer ensinamento exposto, mas analisavam tudo (At 17.11), e por isso foram considerados nobres em suas ações. Cada vez mais contemplamos Igrejas que, ao rejeitarem os dons de poder, perdem a sua força. Isso porque, como agência de boas-novas, a casa de Deus deve possuir todos os dons espirituais, para que possam ser usados conforme a necessidade do grupo (I Co 12.7) e assim cada cristão possa exercer a diaconia ou serviço cristão.


sexta-feira, 24 de março de 2017

CURIOSIDADES BÍBLICAS: MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM, MAS QUE HOMEM?

Orlando Martins 

Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Jeremias 17.5

Muitas pessoas leem só a parte “a” do texto bíblico, e distorce o que o profeta Jeremias diz, dando sua própria interpretação; já ouvi várias pessoas usarem essa primeira parte do versículo para pautar a traição, a falsidade de alguém para com elas. Enchem a boca para dizer “Não devemos confiar nas pessoas”. Interpretação equivocada. Basta continuar leitura que o sentido da mesma nos direciona para pessoas que confiam no homem ao ponto de colocar a sua esperança e fé nele, e ao ponto de rejeitar a Deus, colocando o homem no lugar Dele. É a esse tipo de confiança que a Bíblia se refere nesse contexto.



Depois do “faça que eu te ajudarei” e “a voz do povo é a voz de Deus”, uma das frases mais faladas no meio cristão (infelizmente) é... “Maldito o homem que confia no outro homem”. Diferente das duas primeiras que não passam de um ditado popular, a frase “maldito o homem que confia no outro homem” é bíblica e encontra-se em Jeremias 17:5a..

Se a frase é bíblica então qual seria o problema que circunda esta famosa frase?

Certamente o problema não é a frase em si, pois, ela não se trata de um jargão e nem um ditado popular, é um versículo bíblico da palavra de Deus, viva e real. O que acontece é que este versículo dever ser contextualizado em seu contexto, visto como um todo e não em partes, “Texto Sem Contexto é Pretexto Para Mentiras” (Linartt Vieira)

Tal interpretação errônea é perigosa, pois descontextualiza e muda o sentido real da palavra. É compreensível que os seres humanos tenham uma tendência natural de colocar suas esperanças em outros seres humano, essa confiança é normal (quando confiamos na honestidade das pessoas, na discrição de um amigo, no conselho de um familiar, na esposa…) é totalmente saudável. Porém Deus reprova-nos quando trocamos a nossa confiança e fé Nele, pela confiança em nós mesmos e em outros homens. É o pecado do orgulho, da altivez, da autossuficiência, da descrença em Deus. “E faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”! A segunda parte nos dá a interpretação verdadeira. No mesmo capítulo de Jeremias 17 está escrito “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. ” Esse é o tipo de atitude que o Senhor deseja dos seus filhos CONFIANÇA plena Nele, certo de que Deus tem o melhor para nós. Sua vontade é perfeita, boa e agradável. Se voltarmos nossos olhos para Jesus perceberemos que Ele amou as pessoas, especialmente seus discípulos. O Senhor. tinha um grande relacionamento com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não confiava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial. É assim que nós devemos ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos outros, em vez de buscar a Deus. Mas nós não precisamos fazer isso. Mesmo que tenhamos os melhores relacionamentos, as pessoas nos desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará conosco é Deus.

quinta-feira, 23 de março de 2017

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?


Orlando Martins 

De acordo com a Teologia Pentecostal,existe o BATISMO NO ESPÍRITO SANTO e o BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO, mas qual a diferença existe entre estes dois batismos? O Batismo no Espírito Santo é para as pessoas que professam a fé, acabaram de renascer para Cristo recebendo o Espírito Santo ao qual estarão selados para o dia da redenção (Ef 1.13). E o Batismo com Espírito Santo é o revestimento de poder e a capacitação com poder espiritual, que tem como evidência principal o falar em línguas estranhas (Glossolalia) para o ingresso do cristão numa vida mais profunda de adoração e serviço a Deus. Muito embora, haja  Em suma todos os salvos são batizados no Espírito Santo (I Co 12:13), mas nem todos são batizados com o Espírito Santo.



Batismo no Espírito Santo, qual a evidência inicial?

Esse assunto tem dividido até mesmo os pentecostais clássicos. O próprio William J. Seymour defendia que as línguas não eram a única evidência física do Batismo no Espírito Santo , mas outras manifestações poderiam ser encaradas como essa evidência. Acompanhando Seymour nesse raciocínio, denominações inteiras com a Igreja de Deus em Cristo  pregam que existem mais de uma evidência para o Batismo. Hoje, a maioria das igrejas neopentecostais não defende que as línguas são a única evidência. Esse ponto é defendido principalmente pelo texto de Atos 10.46, onde Lucas relata a admiração dos judeus que viram os gentios receberem “o dom do Espírito Santo”, isso “porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus”. Baseados nesse texto, os pentecostais defendem a evidência física para o Batismo com o  Espírito Santo.





UM PENSAR SOBRE A VOLTA DE JESUS!

Vivemos os últimos tempos e cada vez mais os sinais do arrebatamento são claros, fazendo com que cada cristão reflita o seu papel na soci...