sábado, 3 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES BÍBLICAS - A RIVALIDADE ENTRE JUDEUS E SAMARITANOS NOS TEMPOS BÍBLICOS!


Nos tempos bíblicos, uma das rivalidades, mais conhecida era a existente entre judeus e samaritanos, sendo que os judeus não consideravam os samaritanos como sendo seu próximo, mas mantinham destes uma certa distância, pois não aceitavam o seu estilo de vida. Contudo, mesmo que judeus e samaritanos, mantivessem profundas diferenças, Cristo procurou demonstrar a importância do amor como base para o cristianismo. Durante suas ministrações Jesus enfatizava a importância da guarda de um novo mandamento, a prática do amor como virtude essencial para o cumprimento da lei, levando o homem a sentir pelo outro o que senti por si próprio, ensinando que o amor deve abranger até mesmo aqueles que não são de nosso meio social, cultural e religioso. *Quem é o meu Próximo ? : Esta se constituiu uma pergunta muito séria em Jerusalém e gerava um dos maiores debates dentro da cultura judaica, sendo motivo de opiniões divergentes entre si. Por exemplo, o grupo formado pelos fariseus apenas consideravam como seu próximo quem fosse fariseu; já o grupo dos saduceus considerava como seu próximo apenas quem fosse judeu; já pessoas que formavam outros grupos consideravam apenas quem tivesse nascido em Israel como seu próximo. Contudo todos estes grupos excluíam os samaritanos, pois os consideravam como hereges e pessoas indignas de serem vistas como próximo. Desde pequeno, uma criança em Israel era ensinada a não suportar os samaritanos, pois estes diferentemente dos judeus, não adoravam no templo, mas no monte Gerizim, não criam em toda a Lei, mas apenas no Pentateuco e o seu povo era miscigenado sofrendo grande influência dos assírios. Jesus, mesmo não aprovando muito dos ensinamentos dos samaritanos, usa de misericórdia para com eles. Ele conversou com uma mulher samaritana, desafiando os fariseus que evitavam qualquer contato com mulheres que não fossem da própria família (Jo 4:1-18); ele ensinou a esta mulher, desafiando o modelo pedagógico dos rabinos que preferiam queimar a Torá (Lei de Deus) do que ensinar uma mulher, pior ainda sendo ela uma samaritana. Jesus conhecendo a rivalidade milenar existente entre judeus e samaritanos contou a Parábola do Bom Samaritano (Lc 10:25-37); ensinou o caminho da salvação a uma samaritana (Jo 4) e teve o prazer de ressaltar que dos dez leprosos curados o único que voltou para agradecer foi justamente o que era samaritano. Os samaritanos ilustram aqueles que não se decidiram pela verdade, mas que a verdade pode chegar até eles, pois o amor de Deus, não exclui a ninguém, pelo contrário: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Pr. Orlando Martins
pastor, escritor e professor de teologia

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