segunda-feira, 7 de setembro de 2015

TEOLOGIA DO OBREIRO - O MINISTÉRIO PASTORAL

Os pastores são aqueles que foram comissionados por Deus para dirigir a Igreja e cuidar de suas necessidades espirituais. Na Igreja primitiva eram chamados presbíteros (At 20.17), bispos ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.7). Como faz parte de um ministério divino, o pastor deve buscar em Deus aprovação em toda sua maneira de pensar e agir (2 Tm 2.15), além de também cumprir alguns pré-requisitos, pois o episcopado é considerado uma excelente obra (1 Tm 3.1). No grego, a palavra “episkopos” designa uma supervisão pastoral local. Ancião ou presbítero referiam-se ao mesmo cargo (Tt 1.5-9).

O candidato ao pastorado deve ter uma vida aprovada por Deus e apresentar os requisitos necessários àqueles que tencionam ser ministros do Senhor (1 Tm 3.1-7):
Qualificações morais: Ser irrepreensível. Segundo o evangelista Moody, “caráter é o que somos no escuro”. Apresentando um caráter probo e ilibado, ele será um homem de temperança e de bom testemunho (Is 8.20), refletindo o fruto do Espírito, que se constitui em expressões do caráter de Cristo em nossa vida (Gl 5.22).

Qualificações mentais: Com o fruto do Espírito, automaticamente, ele passa a ter a mente de Cristo e a ser uma pessoa que renova a sua mente diariamente com as coisas do céu, devendo ser apto para ensinar a Palavra com toda a dedicação (Rm 12.7), instruindo, redarguindo e corrigindo segundo a educação na justiça (2 Tm 3.17). Pelo fruto do Espírito, o pastor desenvolve em si o controle emocional necessário a alguém que lidera pessoas.

Qualificações pessoais: Deve ser hospitaleiro, experimentado, gostar de visitar todo o rebanho, os membros de todas as classes sociais, pois, dessa maneira, praticará a verdadeira religião, que consiste na visita aos órfãos, às viúvas e aos necessitados (Tg 1.27). Também cabe ao pastor oferecer a doutrina para a igreja, portanto, deve conhecer bem a palavra, para que leve o povo à verdade, pregando e ensinado  com amor , a fim de fundamentar a fé dos membros (Rm 10.17; Jd 3; 1 Jo 5.4).

O pastor deve ser exemplo no bom trato, na sinceridade, na gravidade, na linguagem sã, para que possa apresentar uma vida de integridade em tudo, e em nada venha a ser apontado (Tt 2.7-10). Não obstante, devemos nos lembrar de que somos assistidos por uma multidão de testemunhas (Hb 12.1). Cabe ao pastor apascentar o rebanho, tendo todo o cuidado com os membros, tratando-os não com força, mas com muito amor (1 Pe 5.2-3).
Deve também manter-se na dependência do Senhor, como um obreiro de oração, atualizado, leitor de bons livros e conhecedor profundo tanto de teologia como de liderança e de  psicologia pastoral.

Biblicamente, o verdadeiro pastor é aquele que dá a vida pelas ovelhas. O Senhor Jesus nos ensina que ele deve protegê-las dos ataques dos falsos mestres, exercendo sua liderança com humildade, pelo serviço, sendo um líder-servo. Todo líder deve aprender a delegar funções, procurando desenvolver cada membro em uma área da igreja.

O grande objetivo pastoral é formar pessoas por meio do discipulado. O verdadeiro líder não é aquele que comanda sozinho, mas sabe delegar funções e formar novos obreiros. É indispensável que o pastor tenha autoridade para exortar, aconselhar e ensinar (1 Tm 3.2). Subentende-se, portanto, que o ministério pastoral deve ser precedido de uma vocação para o aconselhamento, evidentemente sem prejuízo das demais atribuições eclesiásticas, de natureza espiritual e administrativa.

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